Novembro roxo: exercício que ajuda bebês prematuros completa 40 anos

Método Canguru foi criado na Colômbia e é amplamente adotado no Brasil e no mundo

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Quando uma criança nasce prematura e abaixo do peso, é levada imediatamente para a incubadora. 40 anos atrás, esse bebê precisaria ficar isolado da mãe por meses – mas o chamado Método Canguru tira os bebês desse isolamento. Criado em 1979 na Colômbia, o método comprovou a importância da presença materna no tratamento neonatal.

No Método Canguru os bebês são colocados em posição vertical no colo da mãe ou do pai, amparados por um tecido, como se fossem filhotes de canguru e podem ficar ali por horas. Não é que as incubadoras passem a ser substituídas, mas essa tecnologia humanizada funciona como um complemento importante no tratamento.

Em entrevista à Agência Brasil, Hector Martinez, pediatra e criador do Método Canguru, ressalta que a presença da mãe é fundamental para o desenvolvimento da criança prematura. “As incubadoras são muito boas, a tecnologia é muito apropriada para a saúde e a sobrevivência das crianças. O que fizemos foi permitir que as mães entrassem em todos os serviços de recém-nascidos, assim o bebê ficava com a pessoa mais importante para ele,” afirma o especialista.

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Ainda de acordo com a Agência Brasil, o Método Canguru é adotado há 20 anos no país e hoje é utilizado por 200 unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). No mundo, a prática está presente nos cinco continentes e é uma ferramenta para ajudar os 20 milhões de bebês prematuros que nascem todos os anos.