Bebê roncando? Aprenda a identificar os sons que a criança faz quando dorme

Sim, seu bebê pode emitir ruídos – e até roncar! Saiba quando você deve realmente se preocupar

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Depois de passar horas acordados, seja dia ou madrugada, olhar para o pequeno tendo uma noite de sono tranquila é quase como um sonho. Eis que surge, então, um suspiro mais alto ou uma respiração mais profunda. Ok, pode ser normal! Mas e se o barulho ficar forte? Pois é, o famosos ronco também dá as caras na vida dos bebês. O ato pode revelar vários problemas, mas quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais eficiente será o tratamento. Então, mantenha a calma e respire fundo! Se o problema aparecer, basta prestar atenção se é apenas um suave ruído ou se isso afeta a respiração dele de verdade. Para garantir que você durma em paz, mostramos que esse barulho assusta, sim, mas pode ser muito mais comum do que você imagina.

Para começo de conversa, é importante diferenciar o ronco de barulhos mais leves. “O bebê lactente (que ainda se alimenta com leite) pode fazer alguns ruídos e pequenos roncos. É importante avaliar se o barulho está mais intenso e segue com uma pausa respiratória. Isso porque é normal que ele emita alguns sons, mas o ronco constante com dificuldade para respirar, ou seja, falta de ar. Isso pode ser um sinal de alerta para uma apneia do sono”, explica Leticia Maria Soster, neuropediatra do Hospital Israelita Albert Einstein (SP). Esse som, que deixa a mãe literalmente sem sono nas primeiras semanas de vida da criança, é consequência dele ainda ter as vias aéreas – o canal de passagem do ar – bastante estreitas e com pequenas quantidades de secreção.

Os tais ruídos são resultantes da vibração dessa secreção e dos tecidos das vias aéreas, principalmente do nariz e da garganta. “A presença de episódios em que o neném fique roxo, com pausas ou obstruções prolongadas da respiração durante o sono ou mesmo o fato dele não conseguir mamar e respirar pelo nariz ao mesmo tempo são os reais indícios de que algo pode estar errado e, então, demandam avaliação médica”, explica Raimar Weber, otorrinolaringologista. Se o barulho for mesmo inofensivo tende a desaparecer à medida que o bebê cresce. Isso porque em torno do quinto mês de vida ele terá o dobro do pedo que tinha ao nascimento, momento em que o diâmetro da via aérea também aumenta, eliminando os sintomas para a maior parte das crianças.

Ainda que possa ser passageiro, em casos mais sérios o ronco representa um perigo para o sono do seu filho – mesmo que ele pareça dormir profundamente. “Crianças que apresentam apneia e dificuldades respiratórias têm o sono prejudicado. Além de demonstrar mais sonolência durante o dia e irritação, a falta dos estágios profundos de sono pode interferir na liberação do hormônio de crescimento, que ocorre em picos nessas fases, e no ganho de peso também”, alerta o otorrinolaringologista. O ronco ainda faz com que a criança gaste muita energia ao respirar, o que pode trazer dificuldade para se alimentar também.

O resultado pode aparecer no retardo da aquisição neuropsicomotora. De acordo com Leticia Soster, a criança pode inclusive apresentar transtornos de aprendizado e coordenação. Por isso, fique alerta!