Raríssimo: Bebê nasce com duas bocas nos Estados Unidos

Existiram 35 casos da má formação congênita desde 1900. A criança precisou passar por cirurgia

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Resumo da Notícia

  • Em caso raríssimo, uma bebê nasceu com duas bocas nos Estados Unidos;
  • Existiram 35 casos da má formação congênita desde 1900;
  • A bebê passa bem

Em caso raríssimo, uma bebê nasceu com duas bocas nos Estados Unidos. O caso foi divulgado na revista científica British Medical Journal. Apesar de terem existido apenas 35 casos da má formação congênita desde 1900, a menina passa bem. 

Os médicos e a família, perceberam um problema em exames de ultrassom no terceiro trimestre. Entretanto, a investigação se deu após o nascimento da bebê. Um dos médicos responsáveis pelo relato explicou: “o caso da nossa paciente era ainda mais raro porque se tratou de uma anomalia isolada, não associada a nenhuma síndrome”.

Na “segunda boca” ainda continha um conjunto de dentes não irrompidos, um lábio e uma língua que se moviam em conjunto com a língua principal sempre que a criança era alimentada. Entretanto, a má formação não interferia no sistema respiratório ou alimentar da bebê. 

Bebê nasce com duas bocas nos Estados Unidos (Foto: Reprodução / BMJ)

Os médicos explicaram que embora essa condição seja rara, é importante considerar individualmente cada quadro, já que existe o risco de que essas estruturas possam comprometer de fato a alimentação. 

Foi necessário aguardar o sexto mêsversário da criança, para que a equipe médica da Universidade de Medicina da Carolina Sul pudesse realizar uma cirurgia para a retirada da lesão. A criança se recuperou sem necessidade de novas intervenções.

Um bebê sem rosto

No final de 2019, Rodrigo nasceu sem olhos, nariz e parte do crânio – o obstetra não identificou más-formações no feto durante a gestação. De maneira surpreendente, o bebê seguiu se recuperando e deixou o hospital. Em entrevista a uma rede de televisão portuguesa, Tânia Contente, madrinha do bebê, reafirmou que Rodrigo vive sem qualquer tipo de máquina, respirando e se alimentando como qualquer bebê. Porém, tanto ela quanto os pais, Marlene e David, tem consciência de que essa é uma “batalha que dificilmente será ganha”.

“Acredito cada vez mais que a luta que o Rodrigo trava tem um sentido maior. Contrariamente a todas as expectativas, até por parte dos médicos que lhe davam horas de vida, o Rodrigo continua aqui. É tudo imprevisível, em minutos ele pode não estar mais conosco”, afirmou.