Projeto “Mão 3D” pretende distribuir 100 próteses para crianças carentes

Plano foi desenvolvido pelo Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal de São Paulo (ICT-UNIFESP)

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Resumo da Notícia

  • Projeto de extensão universitária pretende distribuir 100 próteses a crianças carentes
  • Impressora 3D diminui as chances de rejeição do equipamento
  • A iniciativa precisa arrecadar R$100 mil para cobrir os gastos com a distribuição

Em São Bernardo do Campo (SP), foi desenvolvido um projeto de extensão universitária da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) conhecido como “Mão 3D” que pretende distribuir 100 próteses a crianças carentes do Vale do Paraíba. Devido ao alto custo e pouca durabilidade, o Sistema Único de Saúde (SUS) dificilmente oferece próteses para membros superiores. De acordo com o Sistema, às crianças crescem rápido e elas não servem mais.

Slogan do projeto universitário (Foto: Reprodução/Razões para acreditar)

Com a ajuda da impressora 3D, os modelos serão trabalhados com design aberto que serão fornecidos pela ONG E-Nable. Além de entregar próteses, a iniciativa propõe reabilitar a criança em seu cotidiano e, assim, reduzindo os níveis de rejeição do equipamento que chega a 80% dos casos.

O projeto universitário não recebe financiamentos e incentivos governamentais. Então, contribuições privadas são necessárias para a compra das impressoras 3D, desenvolvimento de pesquisas e produção dos equipamentos. O “Mão 3D” criou uma vaquinha online e precisa arrecadar R$100 mil para cobrir os gastos com a distribuição de 100 próteses para crianças carentes. Até o momento, foi recebido R$16 mil.

 

O primeiro abraço

Jacob, de apenas 5 anos, nasceu oito semanas antes do previsto sem a maior parte do braço esquerdo; o membro termina acima do cotovelo. Foi graças à prótese que ganhou na última quinta-feira (12), que o menino pôde dar o primeiro abraço no irmão. “Ele pode dar um abraço no irmão e segurar a mão dele.”, disse a mãe.

Os pais, Gemma Turner e Chris Scrimshaw, fizeram uma campanha de financiamento coletivo para arrecadar 16 mil libras, cerca de R$ 87 mil, pois sistema público de saúde britânico e a maioria das empresas privadas não consideram a prótese funcional uma opção quando os casos são parecido com o de Jacob. Ao saber da história, Ben Ryan, de Anglesey, no país de Gales, resolveu projetar a tal prótese.

Ryan desenvolveu uma prótese hidráulica pela primeira vez depois que o seu filho Sol precisou fazer uma amputação de emergência aos 10 dias de vida. Após o ocorrido, ele resolveu deixar o emprego de professor de psicologia para abrir sua própria empresa, a Ambionics, que neste ano fez uma fusão com a fabricante de próteses polonesa Glaze. Jacob foi um de seus primeiros clientes.