Policial amamenta bebê de três meses durante atendimento da mãe

A mulher havia ido à delegacia para poder denunciar uma agressão do pai da garotinha

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Resumo da Notícia

  • Em plena época de carnaval, um ato de solidariedade chamou muita atenção e viralizou nas redes sociais em Belo Horizonte
  • O fato ocorreu na última segunda-feira (24), quando uma bebê, de apenas três meses, estava chorando e foi amamentada por uma policial militar em uma delegacia de mulheres
  • A mulher havia ido à delegacia para poder denunciar uma agressão do pai da garotinha

Em plena época de carnaval, um ato de solidariedade chamou muita atenção e viralizou nas redes sociais em Belo Horizonte. O fato ocorreu na última segunda-feira (24), quando uma bebê, de apenas três meses, estava chorando e foi amamentada por uma policial militar em uma delegacia de mulheres.

O caso aconteceu no 49° Batalhão de Polícia Militar. A sargento Marcilaine Rodrigues da Silva do Carmo, de 32 anos, estava no local aguardando atendimento à uma vítima de violência doméstica. Por volta do meio dia, a mãe da criança chegou, vítima de outra violência doméstica. De acordo com a autoridade, ela estava aflita com a situação e a bebê chorava bastante.

A policial decidiu ajudar a mãe (Foto: Reprodução/Uol)

“Não só eu mas também outras pessoas que estavam lá perguntaram o que ela tinha e se a gente poderia ajudar de alguma forma e ela falou que a criança estava com muita fome, que ela não amamentava no peito porque ela não tinha leite, só tomava mamadeira porém ela tinha deixado a bolsa dela com os pertences em casa e que fazia um tempo já que a criança não comia. Aí eu cheguei perto da mãe e falei, olha mãe, eu tenho leite, você quer que eu dou para neném? Aí na mesma hora ela falou que queria”, disse Marcilaine.

Logo, as duas mulheres foram encaminhadas para uma sala reservada dentro da delegacia, na qual a sargento amamentou a menina. “Foi um simples gesto de solidariedade mesmo e feito com muito amor, com a intenção simplesmente de ajudar”, relembra a sargento.

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A profissional é mãe de um menino de três anos e de uma menina de um. De acordo com ela, ela não imaginava que aconteceria tanta repercussão e afirmou que esse foi um evento isolado. “Tanto eu como a mãe decidimos e agimos diante de uma determinada situação e que de maneira alguma estamos incentivando a amamentação cruzada”.

A mulher havia ido à delegacia para poder denunciar uma agressão do pai da garotinha. Apesar de Carmo não ter atendido a ocorrência, ela ajudou da maneira que pôde. “Ela estava muito nervosa, então agi sem pensar se estava certo ou errado, só queria amamentar o bebê com o consentimento dela. Pensei com o coração de mãe, fiz o que queria que fizessem com um filho meu. Depois que resolvemos isso, foi uma preocupação a menos para a mãe”, concluiu.