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Pais reivindicam mudanças políticas de segurança em escola após prisão de professor

O educador admitiu ter filmado as alunas por baixo da saia do uniforme da instituição sem que elas notassem

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Resumo da Notícia

  • Na última terça-feira (18), um professor de história e teatro da St. Nicholas School, em Pinheiros, foi preso pela Polícia Civil de São Paulo
  • A escola fica localizada na zona oeste da capital e o educador é suspeito de produzir e armazenar pornografia infantil
  • Segundo a investigação, o professor admitiu ter filmado as alunas por baixo da saia do uniforme da escola sem que elas notassem

Na última terça-feira (18), um professor de história e teatro da St. Nicholas School, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, foi preso pela Polícia Civil. A escola fica localizada na zona oeste da capital e o educador é suspeito de produzir e armazenar pornografia infantil.

Ele foi detido por suspeita de pedofilia (Foto: Reprodução/R7)

Segundo a investigação, ele admitiu ter filmado as alunas por baixo da saia do uniforme da escola sem que elas notassem. As garotas tem entre 10 e 14 anos. Em comunicado ao país, a escola internacional se disse “chocada” com a situação. O educador, de 54 anos, foi detido na sexta fase da Operação Luz da Infância, organizada pela Polícia Civil em 12 estados.

O inesperado fez com que outros pais reivindicassem certas mudanças políticas de segurança na instituição. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, eles começaram a debater em grupos fechados sobre o possível impedimento dos funcionários de levar celulares à escola, e até mesmo que os professores fossem proibidos de ficarem sozinhos com os estudantes.

“Foi uma tragédia, mas reflete nossa sociedade. Não se pode cercear a liberdade dos outros professores e acabar com a harmonia da escola, que é o que ela tem de melhor”, comentou Frederico Pessoa, de 39 anos, pai de um aluno de cinco anos. Ele também declarou que se sente satisfeito com a escola e acha que é preciso estudar o caso. “Mas não podemos ser paranoicos, poderia ter acontecido em qualquer outra escola pública ou particular”.

Porém, o professor que foi preso não tava aula para o filho de Frederico e ele afirmou que não o conhecia. “Alguns pais agem com a escola como se fossem consumidores e só porque pagam caro querem cobrar certas coisas, não concordo”, completou.

Relembre o caso 

Policiais de 12 estados foram às ruas, na última terça-feira (18), para identificar autores de crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. A busca aos pedófilos faz parte da sexta fase da Operação Luz na Infância, coordenada pelo Ministério da Justiça. Em São Paulo, um professor de um colégio localizado na zona oeste da cidade, foi detido pela polícia nesta manhã. De acordo com reportagem da Record TV, ele dá aula de história para crianças; foram apreendidos materiais com conteúdo pornográfico tanto na casa do suspeito como na própria escola.

Apenas no Estado de São Paulo são cumpridos 58 mandados de busca e apreensão por cerca de 201 policiais civis. Segundo o Ministério da Justiça, ao todo, são 112 mandados de busca e apreensão sendo cumpridos no Brasil, em busca de arquivos com conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual praticados contra crianças e adolescentes. A operação está sendo executada também nos estados de Alagoas, Acre, Ceará, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí e Santa Catarina. No exterior, agências de aplicação da lei da Colômbia, Estados Unidos, Paraguai e Panamá também fazem parte da intervenção. Até as 11h30, no último balanço divulgado pela operação, 38 suspeitos haviam sido presos em flagrante e 187 mil arquivos foram levados para análise.