Pais de bebê que caiu do 11º andar de cruzeiro fazem descoberta sobre acidente que matou a filha

Eles estão fazendo as próprias investigações sobre o caso

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Chloe tinha apenas 18 meses de vida (Foto: reprodução / The Sun)

Kimberly e Alan Wiegand, os pais de Chloe, que escorregou dos braços do avô na janela de um cruzeiro, falaram sobre o caso e abriram o coração sobre Salvatore Anello não ser o responsável pela morte da neta. O homem foi acusado de pendurar a menina de um ano e meio na janela do navio e derrubá-la de 50 metros de altura.

Durante a própria investigação do casal, eles acreditam que seria impossível, pois o corrimão e a janela exigia que o avô estivesse a sete centímetros do chão para que ele fosse o culpado. Quando descobriram que a área infantil que a filha estava iria ser reformada, os detetives de Kimberly e Alan foram até o navio e provaram com fotos e documentos.

O caso ainda está sendo investigado (Foto: reprodução / The Sun)

Em entrevista ao Daily Mail, o casal explicou: “Isso mostra o que sabemos desde o início, que Sam achava que era uma parede de vidro. Nunca quisemos acusações contra Sam porque sabemos de todo o coração que ele nunca colocaria Chloe em perigo. Vamos ficar com Sam o tempo que for necessário – mas não podemos sofrer como uma família até que as acusações criminais sejam retiradas”.

Eles ainda descobriram que cerca de 13 câmeras apontavam para a janela que Chloe caiu, mas apenas a imagem de duas foi divulgada pela equipe. O casal ainda acusou o operador do cruzeiro de criar uma falsa narrativa sobre a história e teria dito ainda que Sam inclinou a cabeça para o lado de fora da embarcação, o que foi provado como falso.

Um dos vídeos mostrou o momento exato do acidente

O caso de Chloe Wiegand, a menina de apenas 18 meses que caiu dos braços do avô em um cruzeiro e morreu, teve um novo capítulo. A emissora de TV porto-riquenha La Comay teve acesso aos vídeos das câmeras de segurança no momento do acidente; as imagens foram divulgadas nesta terça-feira (17). Um dos vídeos mostra Salvatore Anello, o avô da criança, levantando Chloe em direção a uma janela que ele pensou ser fechada com vidro, mas foi por onde a menina caiu diretamente do 11º andar do navio em direção ao deck do porto de San Juan, em Porto Rico. Já um segundo vídeo mostra o mesmo momento, mas com uma visão lateral, com Anello aparecendo na tela e vendo enquanto sua neta cai pela janela.

Os vídeos vieram a tona depois que as autoridades ofereceram a Salvatore Anello a chance de admitir homicídio por negligência de menor em troca de redução em sua pena. O avô de Chloe pode pegar até três anos de prisão caso seja condenado; por enquanto, ele aguarda o julgamento em liberdade. Para Anello, as imagens devem servir como provas de que tudo não passou de um infeliz acidente. “Eles não podem fazer nada pior do que aquilo que já aconteceu”, disse Salvatore sobre o julgamento em recente entrevista ao canal norte-americano CBS.

Assista ao vídeo abaixo:

Relembre o caso

Chloe Wiegand, uma criança de 18 meses, caiu do 11° andar de um cruzeiro que estava com a família em Porto Rico. De acordo com o advogado da família, o acidente aconteceu porque uma janela estava aberta sem sinalização de perigo na área de recreação infantil. A tragédia aconteceu em 7 de julho de 2019, quando Chloe Wiegand escorregou dos braços do avô, Salvatore Anello, e caiu da janela do cruzeiro Freedom of the Seas.

Michael Winkleman, representante legal da família da criança, deu detalhes da tragédia e desmentiu a versão apresentada pelo porta-voz portuário, José Carmona. O porto-riquenho alega que a família estaria reunida no salão de jantar e o avô supostamente teria sentado a menina na beira da janela. Os pais da bebê, Kimberly e Alan, estão do lado do avô e não o culpam pelo acidente.

Chloe Wiegand, que morreu aos 18 meses ao ser jogada pela janela de um cruzeiro (Foto: Arquivo Pessoal)

A família, que mora no estado de Indiana, nos Estados Unidos, precisou continuar em Porto Rico para esperar a liberação do corpo. Abalados, não quiseram falar com a imprensa na época do acidente.“A família precisa de respostas sobre porque havia uma janela aberta em uma parede cheia de janelas travadas em uma área de recreação infantil. Por que você tinha um perigo desses sem nenhum aviso, alerta ou sinalização?”, questionou o advogado.

A Royal Caribbean Cruise, responsável pelo navio Freedom of the Seas, em comunicado oficial chamou a morte de Chloe de “incidente trágico” e informou que está prestando todo o apoio aos familiares.