Pai são obrigados a devolver bebê adotada após 12 dias

A família que acolheu a criança durante esse período decidiu pedir a guarda da criança e conseguiu. O casal recorreu

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Resumo da Notícia

  • Após seis anos na fila de adoção, um casal gay recebeu da Vara da Infância e da Juventude a guarda provisória de uma bebê;
  • No entanto, estão sendo obrigados pelo Tribunal de Justiça de Goiás a devolver a filha 12 dias após ser adotada.
  • A Justiça ainda deve julgar o caso.

Após seis anos na fila de adoção, um casal gay recebeu da Vara da Infância e da Juventude a guarda provisória de uma bebê. No entanto, estão sendo obrigados pelo Tribunal de Justiça de Goiás a devolver a filha 12 dias após ser adotada.

Em entrevista ao Uol, o casal revelou que passou por um período de habilitação, onde foram avaliados em diversos quesitos, como condição psicossocial e financeira.  Até que em setembro de 2020, o casal foi avisado da possibilidade de adotar uma criança.

Pais perdem a guarda de bebê (Foto: Freepick)

“Nós fomos contemplados com esse presente que é Aurora. Fomos até a vara e assinamos todos os papéis”, contou um dos pais. No entanto, a família que acolheu a criança durante esse período, não achou justo ter que entregar a criança aos novos pais e entrou com um pedido na justiça.

E 12 dias depois, o casal foi obrigado pelo tribunal a entregar a menina. “Desde então, estamos sem nossa filha e esperando o julgamento do nosso recurso. Todo mundo que viu nossa situação considera essa decisão do TJ um absurdo”, comentou.

Pais perdem a guarda de bebê (Foto: Freepick)

A mulher responsável pela criança, contou ao Uol que havia constituído um vínculo afetivo com a menina e, por essa razão, resolveu adotá-la. Contudo, especialistas em adoção avaliam o caso como uma controvérsia jurídica. A justiça segue analisando o caso que deve ser julgado no próximo dia 15.