Operadora de cruzeiros quebra o silêncio sobre menina que caiu do 11º andar: “Não havia perigo oculto”

Empresa expôs sua opinião em novo processo judicial contra Salvatore Anello, avô da criança

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Resumo da Notícia

  • Royal Caribbean, empresa responsável pelo navio onde viajava a família de Chloe Wiegand, acusou o avô da menina ao afirmar que ele estava “inquestionavelmente ciente” dos perigos da janela aberta.
  • Salvatore Anello, avô de Chloe, está sendo acusado de negligência infantil.
  • Tragédia aconteceu em 7 de julho de 2019, quando Chloe Wiegand escorregou dos braços do avô e caiu da janela do navio de cruzeiro, em Porto Rico.

A trágica história de Chloe Wiegand, a menina de apenas 18 meses que caiu do 11º andar de um navio de cruzeiro, continua sendo investigada. De acordo com um novo processo judicial, Salvatore Anello, avô da menina, estava “inquestionavelmente ciente” de que ele estava pendurando a criança em uma janela aberta, o que ocasionou sua queda e instantânea morte.

De acordo com a Royal Caribbean, operadora do navio Freedom of the Seas, onde o acidente aconteceu, o avô de Chloe teria que usar apenas seus “sentidos básicos” para averiguar que a janela onde debruçou a neta estava aberta e que oferecia riscos. “Não havia nenhum perigo oculto”, afirma a empresa em comunicado oficial, divulgado pelo jornal Daily Mail.

Os pais da criança seguem em defesa do avô e contestam as alegações da operadora de cruzeiros. Alan e Kimberly Wiegand contestaram em dezembro um processo por negligência de vários milhões de dólares que culpa a Royal Caribbean por não instalar dispositivos de segurança ou sinais de aviso em uma janela de vidro, que Anello afirma não ter percebido que estava totalmente aberta. Em resposta, a Royal Caribbean apresentou uma moção ao caso e afirmou que não podia mais oferecer “simpatia e apoio” à família.

 

Relembre o caso

Chloe Wiegand, uma criança de 18 meses, caiu do 11° andar de um cruzeiro que estava com a família em Porto Rico. De acordo com o advogado da família, o acidente aconteceu porque uma janela estava aberta sem sinalização de perigo na área de recreação infantil. A tragédia aconteceu em 7 de julho de 2019, quando Chloe Wiegand escorregou dos braços do avô, Salvatore Anello, e caiu da janela do cruzeiro Freedom of the Seas.

Chloe Wiegand, que morreu aos 18 meses ao ser jogada pela janela de um cruzeiro (Foto: Arquivo Pessoal)

Michael Winkleman, representante legal da família da criança, deu detalhes da tragédia e desmentiu a versão apresentada pelo porta-voz portuário, José Carmona. O porto-riquenho alega que a família estaria reunida no salão de jantar e o avô supostamente teria sentado a menina na beira da janela. Os pais da bebê, Kimberly e Alan, estão do lado do avô e não o culpam pelo acidente.

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A família, que mora no estado de Indiana, nos Estados Unidos, precisou continuar em Porto Rico para esperar a liberação do corpo. Abalados, não quiseram falar com a imprensa na época do acidente.“A família precisa de respostas sobre porque havia uma janela aberta em uma parede cheia de janelas travadas em uma área de recreação infantil. Por que você tinha um perigo desses sem nenhum aviso, alerta ou sinalização?”, questionou o advogado.

Em 18 de dezembro de 2019, a emissora de TV porto-riquenha La Comay teve acesso aos vídeos das câmeras de segurança no momento do acidente; as imagens foram divulgadas nesta terça-feira (17). Um dos vídeos mostra Salvatore Anello, o avô da criança, levantando Chloe em direção a uma janela que ele pensou ser fechada com vidro, mas foi por onde a menina caiu diretamente do 11º andar do navio em direção ao deck do porto de San Juan, em Porto Rico. Já um segundo vídeo mostra o mesmo momento, mas com uma visão lateral, com Anello aparecendo na tela e vendo enquanto sua neta cai pela janela. Assista abaixo:

Os vídeos vieram a tona depois que as autoridades ofereceram a Salvatore Anello a chance de admitir homicídio por negligência de menor em troca de redução em sua pena. O avô de Chloe pode pegar até três anos de prisão caso seja condenado; por enquanto, ele aguarda o julgamento em liberdade. Para Anello, as imagens devem servir como provas de que tudo não passou de um infeliz acidente. “Eles não podem fazer nada pior do que aquilo que já aconteceu”, disse Salvatore sobre o julgamento em recente entrevista ao canal norte-americano CBS.