Mulher que matou amiga grávida e roubou bebê se arrepende do crime e diz que foi “loucura”

A assassina de Flávia Godinho Mafra contou em depoimento à polícia que se arrependeu da atitude enquanto tirava o feto do ventre da mãe

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Resumo da Notícia

  • A assassina de Flávia Godinho Mafra diz ter se arrependido do crime e considerou “loucura” a atitude que teve
  • As confissões foram feitas durante um depoimento à polícia e disponibilizadas em um relatório
  • A sanidade mental da criminosa está sendo avaliada pela equipe policial e é o principal argumento da defesa

A assassina de Flávia Godinho Mafra, gestante que recebeu tijoladas na cabeça e teve o bebê roubado da própria barriga em Canelinha, diz ter se arrependido do crime e considerou “loucura” a atitude que teve. As confissões foram feitas durante um depoimento à polícia e disponibilizadas em um relatório, de acordo com o NSC Total. 

A sanidade mental da criminosa está sendo avaliada pela equipe policial e é o principal argumento da defesa. De acordo com os laudos, a mulher teria sofrido dois abortos e tentou esconder o terceiro simulando uma gravidez pouco tempo antes de assassinar Flávia. A jovem, segundo o documento, “acariciava o próprio abdômen e fazia compras relacionadas ao bebê que estaria por vir”.

A assassina também disse durante em depoimento que não era amiga de Flavia Mafra e apenas manteve a relação de “colegas” depois que ficou sabendo da gestação avançada da conhecida. “Não necessariamente sabia como, mas pensava em assassinar Flávia e ficar com seu bebê”, revela o documento.

A criminosa ainda disse que se arrependeu da ação enquanto tirava o bebê de dentro do ventre da mãe, “mas já era tarde”. A acusada afirmou que prefere não pensar na vítima e no crime, “quero nem lembrar”.

Relembre o caso

Um caso chocante aconteceu em Canelinha, na Grande Florianópolis. Grávida, Flávia Godinho Mafra, de 24 anos, foi morta por uma amiga com tijoladas. A criminosa ainda abriu a barriga da gestante com um estilete  para retirar o bebê. A mulher foi capturada e confessou o crime.

De acordo com a polícia, a assassina e Flávia eram amigas de longa data e ambas teriam engravidado na mesma época. No entanto, em dezembro do ano passado, a autora do crime perdeu o bebê e não contou ao marido, tão menos aos familiares. De forma premeditada, a mulher organizou o crime e roubo do bebê.

A assassina confessou o crime (Foto: Reprodução)

Os responsáveis pelo caso ainda investigam se a mulher agiu sozinha. Isso porque, ela teria induzido Flávia até uma fábrica de cerâmicas abandonada. Lá, a vítima teria sido atacada com tijoladas na cabeça e perdeu os sentidos. Foi neste momento que a criminosa aproveitou para cortar a barriga da gestante com um estilete e roubar o bebê. Laudos médicos constataram que apesar das múltiplas lesões, a causa da morte foi o ferimento cortante no abdômen.

A “amiga” fugiu e deixou a grávida sangrando e inconsciente no local do crime.   A assassina acabou machucando a criança com o instrumento de corte, mas só procurou o Hospital Infantil de Florianópolis no dia seguinte. No local ela alegou que entrou em trabalho de parto na rua e, por isso, o bebê estava machucado. Desconfiados, os médicos acionaram a polícia.

Grávida é morta por estilete (Foto: Facebook)

A mulher foi presa e confessou o crime. Flávia foi encontrada pela própria mãe no local da morte.  O corpo da vítima, de 24 anos, foi sepultado na manhã do último sábado (29), no Cemitério Municipal de Canelinha. A polícia continua investigando o caso.