Mulher é forçada a fazer teste de gravidez antes de embarcar em voo

Midori Nishida estava a caminho das ilhas Marianas do Norte

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Resumo da Notícia

  • Midori Nishida, de 25 anos, foi forçada a fazer teste de gravidez para poder embarcar em voo.
  • Midori Nishida não estava grávida e descreveu a situação como discriminatória e muito ofensiva.
  • O ocorrido está relacionado com o chamado turismo de nascimento.

Midori Nishida, de 25 anos, não poderia imaginar o que a esperava ao voar de Hong Kong para Saipan, uma ilha nas Marianas do Norte, localizada na Oceania, mas de domínio dos Estados Unidos. Ela precisou realizar um teste de gravidez para embarcar! A mulher foi abordada por um representante da companhia aérea e foi informada que precisaria responder a um questionário antes de embarcar, o que incluía a realização do teste.

Mulher é forçada a fazer teste de gravidez antes de embarcar em voo (Foto: Reprodução/ Midori Nishida)

Os trabalhadores achavam que Midori se parecia com uma mulher grávida. E, aparentemente, tratou-se de um esforço da Hong Kong Express Airways para combater o nascimento de bebês no destino, uma comunidade dos Estados Unidos que não necessita de visto para visitantes das China. As crianças nascidas nas Ilhas Marianas do Norte conseguem cidadania americana ao nascer. Nishida, que não estava grávida, disse ao jornal The Washington Post que sua reação foi “principalmente confusão, porque eu nunca havia encontrado esse tipo de situação antes”.

Ainda em entrevista, Nishida afirmou ter questionado o funcionário sobre a obrigatoriedade do procedimento. “Eu queria ter certeza de que isso era realmente obrigatório, então perguntei a eles: ‘Eu realmente preciso fazer esse teste, isso é necessário?'”. Os trabalhadores afirmaram ser necessário para poder embarcar. “Eles disseram: ‘Você pode optar pelo teste’, mas isso significa que eles me negariam o embarque no voo. Eu senti como se minhas mãos estivessem amarradas, então não tive escolha”.

Ela falou sobre a experiência para o Saipan Tribune no mês do ocorrido. Nishida, que vive em Tóquio, classificou a situação como “discriminatória” e “muito ofensiva”. “Eu não sei como eles criaram essa política para resolver a questão de conter o turismo de nascimentos em Saipan”, disse ela. O Hong Kong Express disse em comunicado que suspendeu a prática e pediu desculpas “pelo sofrimento causado”.

Em 2013, o USA Today informou que os Estados Unidos estavam pedindo que as agências de viagens chinesas parassem de deixar mulheres grávidas irem às ilhas para dar à luz. De acordo com os dados do governo da Commonwealth, desde 2009 nasceram cerca de 3 mil bebês de turistas chineses nas Ilhas Marianas do Norte. Apesar de não ser proibido, o turismo de nascimentos tem sido uma preocupação crescente nos Estados Unidos, segundo Kevin Bautista, secretário de imprensa do escritório do governador da comunidade.