Milionária é acusada de registrar filho de outra mulher como se fosse dela

Em um intervalo de oito meses, a mulher registrou dois filhos e a Polícia de São Paulo investiga

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Resumo da Notícia

  • Milionária registrou dois filhos em um intervalo de oito meses
  • Houve uma denúncia de que a criança seja de outra mãe
  • A polícia de são Paulo investiga o caso, mas a acusada se diz inocente

Milionária é acusada de tomar posse de bebê ilegalmente (Foto: Kelly Sikkema / Unsplash)

Um inquérito aberto pela Polícia Civil de São Paulo, após uma denúncia anônima, investiga a milionária Paola Mantegazza, de 53 anos. A mulher, é acusada de ter registrado o filho de outra pessoa como se fosse o dela.

Segundo a Folha de São Paulo, não existem detalhes de como a empresária tomou posse da criança. Mas, o denunciante afirmou que o menino, na verdade, é filho de uma mulher que vivia em uma invasão em Guarulhos até 2016.

O suposto crime aconteceu em 13 de novembro de 2000, quando a herdeira registrou o menino David. Ou seja, o crime já prescreveu. Mas, por lei, se for comprovado o registro falso da criança, a milionária, que tem oito filhos, deverá cumprir uma pena de dois a seis anos. Os policiais ainda investigam, a fim de entender as circunstâncias do crime e confirmar ou descartar qualquer possibilidade de outra infração.

O que chamou a atenção dos policiais foi, que no dia 2 de março do mesmo ano, Paola registrou outra criança, Luca. A diferença entre um e outro seria de 265 dias ou oito meses. O que, segundo o ginecologista e obstetra entrevistado pela Folha, Renato Kalil, é possível, mas bem difícil. O especialista afirma que quando a mãe está amamentando, o nível de prolactina aumenta e inibe a ovulação, além de haver um período de recomposição do útero.

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Para que uma criança nascida em um hospital seja registrada, é necessário que a entidade compartilhe um documento com os detalhes do parto. A polícia contatou os dois hospitais em que os bebês nasceram.

Os pais das crianças serão ouvidos pela polícia, em decorrência de inúmeras divergências nos depoimentos, mas, Paola defendeu-se: “São fofocas”, “Já passei por isso outras vezes”. Quando perguntada se o filho nasceu prematuro, a mulher pediu para que o advogado falasse em seu lugar. O homem também, não forneceu explicações.