Menino é encontrado em casa repleta de agulhas de heroína e comida podre

“Um policial diz que, em sua declaração, quase vomitou quando entrou na casa”, disse o juiz aos responsáveis pela criança

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Resumo da Notícia

  • Menino foi encontrado em casa repleta de agulhas de heroína, comida podre e infestações de moscas
  • Pais foram condenados a 10 meses de prisão
  • Em uma declaração, um policial disse que quase vomitou ao entrar na residência

Um menino, de sete anos, foi encontrado, pela polícia e os serviços sociais, morando em um casa repleta de agulhas de heroína, comida podre e infestações de moscas. De acordo com o jornal Mirror, o tribunal Leicester Crown Court soube que o garoto havia desaparecido do radar da autoridade local após mudar de escola. O promotor, Alexander Wolfson, disse que ocorreu uma reunião entre agências em dezembro de 2018, antes que a polícia encontrasse a situação decadente do menino na cidade de Leicester, Inglaterra.

“A cozinha estava detestável, com duas latas de comida deixadas abertas e evidências de excrementos de ratos. O fogão estava inacessível, havia comida mofada na geladeira e era difícil se movimentar. Quando uma gaveta no armário do quarto do menino foi aberta uma nuvem de moscas voou no ar”, relembrou o promotor, acrescentando que “havia marcas de fezes na parede. A criança não parecia ter mudado de roupa e não estava de pijama. Ele não estava usando roupas íntimas ou meias, e não parecia ter brinquedos adequados para brincar.” Segundo a polícia, o garoto não sabia a diferença entre dia e noite, e não havia sido registrado em um clínico geral, precisando de uma medicação para vermes. O menino afirmou que havia comido alguns biscoitos durante o dia.

Cozinha da casa onde o garoto vivia (Foto: Reprodução Mirror UK)

Durante entrevista, o pai da criança disse que teve de lidar com muitos lutos, nos quais o levaram a consumir drogas. A mãe concordou que a casa estava em má condições, explicando que apenas morava no local, pois não havia outro lugar para viver. Ambos os pais foram considerados culpados por negligência por crueldade infantil. O juiz Ebraham Mooncey, afirmou que é uma sentença difícil, porque ao se tratar de uma criança inocente, o instinto seria aplicar as penas mais severas aos responsáveis, entretanto, ele disse que era necessário olhar para os fatos e as circunstâncias.

“O promotor me disse que você teve contato com seu filho e ele expressou o desejo de continuar em contato com você e que ama os dois. Ele é muito leal a vocês dois e obviamente, agora, tem um futuro brilhante e as dificuldades que sofreu são potencialmente algo que pode ser deixado para trás. Estou lidando com duas pessoas que não eram, de forma alguma, capazes de cuidar de uma criança”, disse o juiz, explicando que sabia sobre o histórico de uso de drogas dos responsáveis, o que, definitivamente, afeta a maneira como eles vivem. Segundo o jornal britânico, o tribunal soube que uma dos avós da criança estava ajudando a cuidar adequadamente do garoto em um endereço diferente, mas quando ela morreu, ele acabou morando em outro lugar com os pais.

A fala do juiz é chocante ao comentar sobre uma das declarações realizada por um policial. “Um policial diz que, em sua declaração, quase vomitou quando entrou na casa”. O pai alegou que não procurou ajuda por medo de ser separado do filho. Em defesa ao responsável paterno, Philip Gibbs disse que “ele (pai) pede desculpas ao filho acima de tudo. A criança ama o pai e a mãe – é uma tragédia humana. É alarmante que uma criança possa desaparecer do sistema escolar por esse período de tempo. O garoto entrou em um orfanato sem preocupações médicas reais e está bem”.

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Em defesa a mãe do garoto, Paul Prior afirmou que ela reconhece suas falhas com o filho e compreende que é incapaz de cuidar dele. Ele ainda citou a mãe dizendo: “Eu só queria ser uma mãe decente, não tenho desculpa. Ele é a única coisa pela qual acordo. Ele é perfeito e eu o decepcionei. Ele é a única coisa boa que fiz na minha vida.”

O casal recebeu uma sentença de 10 meses de prisão, suspensas por 18 meses, com um ano de reabilitação de drogas. Os dois foram colocados em um toque de recolher de três meses em casa, em endereços separados, entre às 22h e 6h. Além disso, o pai recebeu uma ordem de realizar 15 dias de atividades de reabilitação.