Menino autista sofre bullying diariamente em escola e mãe desabafa nas redes sociais

Caso aconteceu na Inglaterra

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Resumo da Notícia

  • Harrison, 12 anos, é autista e sofreu bullying diariamente por três meses
  • O menino sofria agressões físicas e verbais
  • A mãe desabafou nas redes sociais e afirmou que a escola não fez nada de efetivo para conter essa situação

Um ambiente próprio para estudo das crianças pode se tornar um lugar muito triste para alguns. Harrison, de 12 anos, é autista e sofreu bullying diariamente durante três meses na escola Colchester Academy, na Inglaterra. A situação só chegou ao fim quando ele foi retirado da instituição de ensino. Leanne Fernandez, de 34 anos, é a mãe do menino e compartilhou uma foto do filho chorando para expor a situação por ele vivido.

Menino autista sofre bullying diariamente em escola e mãe desabafa nas redes sociais (Foto: Reprodução/Facebook)

O objetivo de Leanne Fernandes é claro: mostrar como muitas instituições de ensino não estão preparadas para lidar com agressões físicas e verbais a crianças neurodivergente. Em entrevista ao Daily Mail, a mãe disse que Harrison era constantemente zoado por um grupo de meninos. “Eles começaram dizendo que meu filho era gay, andava de forma gay, parecia gay e falava de um jeito gay”.

O que começou como agressões verbais logo se tornou física: “Mas depois disso passaram a empurrá-lo, deram mata leões nele, roubaram sua comida e afirmaram que esmagariam o crânio dele”. Segundo Leanne, o filho chegava em casa com o rosto machucado, roupas rasgadas, joelhos ensanguentados e, claro, chorando muito. A mãe decidiu colocar um fim na situação e ligou para a polícia quatro vezes, mas em vão.

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Menino autista sofre bullying diariamente em escola e mãe desabafa nas redes sociais (Foto: Arquivo Pessoal)

Os pais dos agressores receberam apenas avisos em relação ao comportamento dos meninos e, segundo a mãe, a escola não fazia nada efetivo para mudar a situação. Nas redes sociais, Leanne fez um desabafo afirmando que era um “absurdo precisar retirar o filho da escola, sendo que os agressores permaneceriam”. “Ele tem problemas de auto estima, então, por ter tido que voltar para casa acha que fez algo de errado, que ninguém gosta dele e que não é bom o suficiente. Ele só quer alguns amigos”, afirmou.

Na semana que vem, o menino começará a frequentar uma nova escola. Em nota, a diretora da Colchester Academy, Jenny Betts, declarou: “Não posso comentar casos individuais. No entanto, manter nossos alunos em segurança é a nossa maior prioridade, o que inclui lidar rapidamente com qualquer suposto incidente de bullying. Seguimos procedimentos comportamentais claros e usamos as sanções apropriadas que temos a disposição”.