Médicos são indiciados em caso de bebê que teve cabeça arrancada no Pará

Caso aconteceu na Santa Casa de Misericórdia no Pará

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Resumo da Notícia

  • Mulher precisaria passar por uma cesárea
  • Médicos forçam um parto normal
  • Eles estão respondendo um inquérito
  • Veja mais na matéria abaixo!

Três médicos que atenderam uma grávida foram indiciados por ter cometido crime de homicídio culposo devido a negligência no atendimento. A mãe deu à luz e o bebê teve a cabeça decapitada durante o parto na Santa Casa de Misericórdia, no Pará. Isso aconteceu em outubro e o laudo da perícia aponta que a criança morreu por asfixia.

A mãe foi até a cidade de Ourém para realizar o parto, já que ela precisava fazer uma cesárea. Mas, a família conta que ela foi obrigada a fazer um parto normal, mesmo após serem informados de que a criança tinha alguns problemas de saúde e apresentando um documento que comprovava a necessidade da cirurgia.

Bebê tem a cabeça cortada durante o parto (Foto: Reprodução/ Unsplash)

Um dos médicos que fazia parte da equipe teve que responder por crime de falsidade ideológica e de acordo cm a família, ele era o chefe do plantão no dia que a mulher chegou ao hospital: “O inquérito foi concluído e três médicos foram indiciados, sendo um deles do atendimento da triagem; o que realizou o procedimento e; o que deu as coordenadas para a realização do parto, provavelmente o chefe do plantão, que também foi indiciado por tentar incluir informações incorretas e indevidas no prontuário da paciente”, contou Ramon Martins em entrevista ao Uol.

As informações foram retiradas pela defesa da família e pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente (DATA) que chefiou as investigações, segundo Martins o inquérito teria 500 páginas. A Polícia Civil informou que o inquérito foi apurado em segredo e que já seguiu para a Justiça. Agora é preciso que o Ministério Público realize a denúncia.

Mãe precisava passar por uma cesárea (Foto: Unsplash)

O advogado acredita que o inquérito comprova o que a família sempre acreditou: “”A negligência médica desde o momento da entrada da paciente até a sua saída, mesmo a acompanhante informando e mostrando o documento (da cesariana). Por algum motivo eles não se atentaram e talvez por esse motivo que causou o fato.”

Em nota, a Santa Casa informou que ainda não recebeu nenhuma notificação sobre o inquérito , que já afastou os médicos envolvidos e que estão fazendo uma investigação interna para apurar os fatos. Os profissionais não foram identificados. Agora, o que a família mais deseja é que a justiça seja feita: “A gente espera que os autores que cometeram o crime de fato sejam responsabilizados no final de todo o processo.”