Médicos erram sexo de bebê e família é indenizada em 90 mil reais

O caso aconteceu no Distrito Federal e a confusão se deu devido a uma má formação na região intima da criança

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Resumo da Notícia

  • Médicos erram sexo de bebê no Distrito Federal
  • Menino é registrado como menina e revolta família
  • A confusão se deu devido a uma má formação na região intima da criança

Médicos erram o sexo do bebê (Foto: Brandon Day/ Unsplash)

Erros médicos acontecem com mais frequência do que se imagina. Recentemente, uma família do Distrito Federal processou uma equipe médica e o plano de saúde, que foram condenados a pagar R$ 90 mil para os pais após errar o sexo do bebê. 

Uma má formação na genitália do recém-nascido fez com que uma médica obstetra, uma enfermeira e uma pediatra atestassem aos familiares que o sexo do recém-nascido era feminino após exame físico, realizado no pós-parto.

Quando os pais perceberam algo estranho, o médico informou que o inchaço na região íntima era normal, tendo em vista o parto prematuro e disse que, em dois meses, o órgão estaria normal.

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Sem questionar, a criança foi registrada como menina. Foram vestidos, laços e sapatos. Contudo, ainda restavam dúvidas e ao consultar um novo médico constatou-se a deficiência e  características genéticas do sexo masculino no bebê. Um exame de sangue também mostrou o nível de testosterona abaixo do normal e, em ultrassonografia, foi constatada a presença de testículos, sem qualquer estrutura feminina na região pélvica.

A família procurou o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), que considerou o pedido e fixou a indenização. Entretanto, a defesa ainda pode entrar com recurso.  A criança foi submetida a três procedimentos cirúrgicos e hoje vive com o órgão genital normalmente.