Mãe salva filha de um ano ao invadir centro cirúrgico e exigir atendimento

Rachael Pedrick estava preocupada com a pequena Holly, mas não podia imaginar quão grave era sua doença

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Rachael Pedrick começou a ficar preocupada com sua filha, Holly, no dia 23 de dezembro. Mãe e filha, que tem apenas um ano, vivem no País de Gales; a menina começou a apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, além de vômito, diarréia e “olhos pegajosos”, como os afetados por conjuntivite.

A mãe, então, entrou em contato com o pronto-socorro local, buscando orientação. Ela, então, recebeu a informação de que não poderia agendar uma consulta para Holly; a equipe do pronto-socorro pediu que ela aguardasse que eles entrassem em contato quando tivessem uma vaga para encaixe. Após oito horas, e vendo sua filha piorar, Rachael Pedrick foi ao hospital e invadiu uma sala de cirurgia, exigindo que um médico atendesse sua filha.

Somente após a atitude da mãe, a menina foi encaminhada de ambulância para o Hospital Universitário de Gales, em Cardiff, na véspera de Natal. Foi lá que a criança de um ano foi diagnosticada com sepse e celulite por infecção de pele. Os médicos foram forçados a cortar uma parte de seu nariz para drenar um abscesso atrás do olho em uma operação de duas horas.

Holly se recuperando no hospital após cirurgia que salvou sua vida (Foto: Reprodução/Media Wales)

Em entrevista ao Wales Online, Rachael Pedrick disse que Holly ficou “sem vida” por quatro dias, mas que agora está de volta em casa e se recuperando totalmente. Ela também afirmou que o hospital está em contato com a família constantemente. “A equipe do hospital me disse que, se eu não a tivesse levado ao médico, ela estaria morta agora. Eu sabia que era algo sério, mas não tão sério até receber esse contato. Se eu não corresse com ela, ela não estaria correndo e brincando agora”, relembra a mãe.

Entenda a sepse
A sepse, ou septicemia, ocorre quando o corpo reage a uma infecção atacando seus próprios órgãos e tecidos. Em todo o mundo, alguém morre da doença a cada 3,5 segundos. A sepse tem sintomas semelhantes aos da gripe e da gastroenterite, podendo ser facilmente confundida com essas doenças caso não tenha o diagnóstico adequado e a tempo.

Uma história que não teve o mesmo final da de Holly foi a de Eliza Woods, que morreu no último dia 15 de dezembro. Na mesma semana do ocorrido, os irmãos da menina, de dois anos, estavam resfriadas, por isso os pais acreditaram que se tratava da mesma doença. Mike e Jodie Woods, pais de Eliza e seus irmãos, afirmaram que no dia 12 de dezembro, a garota teve febre alta e, por considerarem que era apenas um resfriado, foi medicada com os mesmos remédios prescritos aos irmãos.

O pai contou que no sábado, antes do falecimento, a menina estava um pouco febril, mas como estava comendo, bebendo e brincando de Lego, consideraram que o problema já havia passado. Foi horas após a brincadeira que Mike começou a notar que a filha não estava nada bem, Eliza começou a ficar muito pálida. Foi somente após os pais perceberam o estado de saúde da menina, que a levaram ao Hospital Vale of Leven, mas já era tarde e Eliza não sobreviveu. “Se, contando a nossa história, pudermos garantir que a vida de apenas uma pessoa seja salva, uma família seja salva dessa dor, a morte de Eliza não será sem razão”, afirmou Mike. A história é um alerta, procurar um médico sempre é a melhor opção.