Mãe recebe advertência após deixar filho de quatro anos sozinho em casa

O menino estava sendo acompanhado apenas por mais três cachorros e foi resgatado pela polícia

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Resumo da Notícia

  • Na última quarta-feira, um menino de quatro anos foi encontrado preso em casa sendo acompanhado apenas por mais três cachorros;
  • A polícia foi até o local por meio de uma denúncia anônima e resgatou a criança;
  • A mãe recebeu apenas uma advertência. 

Criança presa em casa com cachorros (Foto; Reprodução / TV Anhanguera)

Na última quarta-feira, um menino de quatro anos foi encontrado preso em casa sendo acompanhado apenas por mais três cachorros. Um deles era um Pit Bull. A polícia foi até o local por meio de uma denúncia anônima e resgatou a criança. 

De acordo com a denúncia, a criança ficava sozinha na casa localizada no Setor Balneário, Meia Ponte, em Goiânia, durante as tardes enquanto a mãe ia trabalhar. Contudo, um dos profissionais que atendeu o chamado explicou que a criança estava bem cuidada e alimentada, mas, ainda assim, corria sérios riscos. 

“Nós sabemos que isso é muito comum, que acontece muito, mas não há necessidade que justifique deixar uma criança dessa idade sozinha. Ela pode ser mordida por um dos cachorros, colocar o dedo na tomada, levar um choque, colocar fogo na casa”, alertou Valdivino Silveira em entrevista ao G1. 

De acordo com o homem, no momento do resgate o menino dizia: “Tio, por favor, quero sair daqui”, explicou. A criança foi levada ao Conselho Tutelar e apenas duas horas depois a mãe foi buscá-lo. 

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Criança presa em casa com cachorros (Foto; Reprodução / TV Anhanguera)

“Ela justificou que estava no supermercado, por isso teria deixado a criança sozinha. Nós permitimos que ela voltasse para casa com a criança com uma advertência e o compromisso de que não deixará isso acontecer novamente”, afirmou Silveira. 

Apesar da liberação, a família será monitorada pelo Conselho Tutelar, podendo receber visitas e ficar sob observação do órgão. Silveira explicou: “Conversando com ela, ela pareceu bem instruída, não era desinformada. Tinha muita consciência. Fizemos, junto com a Polícia Militar, o Registro de Atendimento Integrado, mas decidimos que ela não irá responder agora por negligência ou abandono. Decidimos dar uma chance a ela”, afirmou o conselheiro.