Mãe faz relato emocionante sobre o isolamento social do filho com paralisia cerebral

“Ele me ensinou a ser mais grata ainda pela vida”, conta a mulher

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Resumo da Notícia

  • Viver o isolamento social é  difícil, mas o relato de uma mãe emocionou;
  • A mulher falou sobre como tem sido a vida com o filho deficiente na quarentena;
  • Bianca também contou como é ser “mãe de coração”.

Nós sabemos que o isolamento não está sendo fácil. Toda a família reunida em casa com um misto de trabalho, lazer e afazeres das escolas. Essa situação já é difícil por si só. Mas o relato de uma mãe surpreendeu a todos. 

Bianca Mueller Costa, advogada de 40 anos contou em entrevista ao portal bebe.com como tem sido a vida com o filho na quarentena e como é ser “mãe de coração”. Bianca adotou o pequeno Alec. O menino tem paralisia cerebral e tem apresentado melhoras significativas com o tratamento médico oferecido pela mãe. 

“Na hora que eu conheci o Alec, fiquei apaixonada por ele… Foi amor à primeira vista”, disse a mãe. “Assim que eu o adotei, a minha vida mudou”. Entretanto o coronavírus complicou a situação do menino que dependia de diversos tratamentos médicos externos: “Além da paralisia cerebral, ele também tem hidrocefalia – o que o coloca como grupo de risco total para a doença”, explicou Bianca. “ A vida virou de cabeça para baixo e ele teve uma regredida bem drástica novamente. (…) Teve os aspectos físicos, a euforia apareceu de forma assustadora. Não dá para romantizar. Mas, mesmo assim, ainda digo que sou privilegiada”, desabafa. 

Desabafo de uma mãe na quarentena (Foto: Reprodução/ Facebook)

“Ele me ensinou a ser mais grata ainda pela vida, mas também me fez ver que o mundo não é tão rosa quanto eu achei que fosse – e essa é a parte mais doída”, comentou a mãe. Bianca diz que por “Alec é negro, adotado e deficiente” o menino é  alvo de muitos tipos de preconceito. “Eu sou branca e nunca senti na pele o racismo. No meu mundo não existia, mas no dele existe. Meu filho recebe mais olhares de desprezo e de piedade do que de amor”, explicou. 

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Biana ainda contou que entende que seu dever é  peneirar e não absorver negatividade e de não guardar sentimentos de raiva e de revolta: “Quero preparar o meu filho para que isto não o entristeça. Para que ele aprenda que é amado do jeito que é e capaz de fazer o que quiser”.

“Que minha história possa aquecer alguns corações, acalmar algumas mães, incentivar o mundo a aceitar um filho gerado pelo coração. Um filho diferente de você e um filho mais que especial”, finaliza.

Desabafo de uma mãe na quarentena (Foto: Reprodução/ Facebook)