Mãe é condenada a mais de 30 anos de prisão por enterrar viva a filha de 10 anos

O crime ocorreu em 2020, no qual Emileide Magalhães, de 30 anos de idade, teria agredido e enterrado a filha de ponta-cabeça acreditando que ela estava morta. A mulher teria agredido a menina após ela denunciar o padrasto por abuso sexual

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Resumo da Notícia

  • Uma mulher foi condenada a 38 anos de prisão em regime fechado por enterrar viva a própria filha de apenas 10 anos de idade
  • O crime aconteceu em 2020, após a menina tentar denunciar o padrasto por abuso sexual para a mãe
  • Emileide Magalhães, de 30 anos, ainda obrigou o filho mais velho e irmão da vítima a participar do crime, com 13 anos de idade

Emileide Magalhães foi condenada a 38 anos e 8 meses de prisão em regime fechado por agredir e enterrar viva a própria filha, de apenas 10 anos de idade. O caso aconteceu em 2020, e só agora teve o julgamento. A acusada ainda obrigou o filho mais velho e irmão da vítima, de 13 anos, a ajudar no enterro da menina.

A mulher teria agredido e matado a filha depois que ela tentou denunciar o padrasto por abuso sexual. Emileide se recusou a acreditar na menina, e ainda a ameaçou dizendo que a mataria se ela continuasse falando no assunto. O caso aconteceu em Brasilândia, a mais de 300 km de Campo Grande. O homem em questão foi preso por estupro de vulnerável.

Em depoimento, Emileide confessou o crime, e se disse arrependida. Além disso, também afirmou que acreditava que a filha estava morta quando a enterrou de ponta cabeça. A acusada foi condenada por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, falsa comunicação de crime e corrupção de menores – já que obrigou o filho adolescente, de 13 anos, a participar do assassinato da irmã.

A menina tentou denunciar os abusos do padrasto
A menina tentou denunciar os abusos do padrasto (Foto: Freepick)

“Eu não sabia o que fazia estava desnorteada, estava fora de si. Não cavei aquele buraco e não tive intenção de colocar ela lá dentro”, declarou Emileide, para o júri. Em 2020, no início da investigação, o irmão da vítima chegou a afirmar que ouviu a menina pedir socorro de dentro do buraco.

O caso foi dado a polícia pela própria mãe. Isso porque, inicialmente, ela ligou para as autoridades para denunciar o desaparecimento da menina – alegando que havia deixado a filha no parque junto com o irmão. Contudo, semanas depois, Emileide confessou o crime.

Legistas confirmaram que a causa da morte da menina foi asfixia mecânica por compressão do tórax. Ainda segundo o menino adolescente, a mãe teria ficado furiosa ao ouvir que o marido e padrasto da filha teria estuprado a menina – e ameaçou matá-la se a filha continuasse falando disso. Dias depois, Emileide colocou os dois filhos no carro da família, dirigiu até uma estrada fora da cidade, onde assassinou a menina.