Mãe de Isabella Nardoni dá à luz e fala sobre maternidade: “nunca descartei”

Primeira filha de Ana Carolina Oliveira morreu em 2008, em um crime que chocou o Brasil

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Resumo da Notícia

  • Ana Carolina Oliveira deu à luz uma menina nesta quarta-feira (26)
  • Ela é mãe de Isabella Nardoni, morta em 2008, quando foi jogada pela janela de seu próprio quarto
  • Apesar da morte da filha, Ana Carolina afirma em entrevista que nunca descartou a maternidade por conta disso

Ana Carolina Oliveira, a mãe de Isabella Nardoni, deu à luz uma menina nesta quarta-feira (26) no Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. A criança foi batizada de Maria Fernanda; a bebê é filha de Ana Carolina com o administrador Vinicius Francomano. Ela é a segunda filha do casal: eles também são pais de Miguel, de 3 anos.

Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, após o parto de sua segunda filha (Foto: Divulgação)

Na época do nascimento de Miguel, seis anos após a morte da primeira filha, Ana Carolina concedeu uma entrevista ao G1 falando sobre ser mãe. “Um filho não substitui o outro, mas deixa uma bagagem”, afirmou a bancária. “Nunca descartei”, enfatiza ela sobre o fato de que, depois de ter tido Isabella, sempre pensou ser mãe novamente.

Em março de 2008, a menina Isabella Nardoni foi assassinada, jogada pela janela do quarto dela, no sexto andar de um prédio. O júri que julgou o caso entendeu que os autores do crime foram o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, condenados a 30 e 26 anos de cadeia, respectivamente. Os dois alegam inocência, e a defesa recorre no Supremo Tribunal Federal (STF). “A condenação foi uma resposta de que a Justiça foi feita”, disse Ana Carolina em 2010, também em entrevista ao portal G1.

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Também na época do assassinato da filha, Ana Carolina Oliveira falou à revista Veja São Paulo sobre como estava lidando com a dor do luto por Isabella. “Com o apoio de família, religião e terapia. Até certo ponto, você aguenta sozinha. Mas tem uma hora em que a dor sufoca”, disse ela. E complementou: “Eu demorei dois meses para procurar terapia e cheguei a fazer três sessões por semana. Nos primeiros meses, o caso da minha filha aparecia todos os dias na TV. De certa forma, a comoção das pessoas me ajudou. Havia quem chorasse como se tivesse perdido o próprio filho. Recebi muitas cartas, muitos abraços. As pessoas torceram e sofreram por mim. Não comparo problemas e dores, mas não me permitia ter um papel de coitada e ir para o buraco.”