Após duas gestações, mãe morre ao dar à luz filho de amiga

“Meu coração se quebra, sabendo que não envelhecerão com a mãe”, disse Jaime Herwehe, amiga da mãe

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Resumo da Notícia

  • Mãe morre após sofrer complicações no parto
  • A gravidez de Michelle Reaves era segunda como barriga de aluguel
  • Michelle deixa o marido Chris, e os dois filhos, Gage e Monroe

Michelle Reaves, da Califórnia, Estados Unidos, havia emprestado seu útero para uma amiga realizar o sonho de ter filho. Entretanto, algo não planejado veio a acontecer: complicações no parto. A bela atitude da Michele se tornou uma tragédia para a família. O parto ocorreu na última quarta-feira (15), o bebê nasceu com saúde, mas, infelizmente Michelle não resistiu. As gestações de barriga de aluguel envolvem os mesmo riscos médicos de ter um filho e dar à luz.

Michelle com o marido, Chris, e os dois filhos (Foto: GoFundMe)

Jaime Herwehe, a amiga, disse na página do GoFundMe que depois que Michele e o marido Chris tiveram dois filhos, tomaram a decisão de ajudar famílias que enfrentavam problemas de fertilidade.  “Michelle e Chris têm dois filhos lindos, Gage e Monroe, pelos quais meu coração parte, sabendo que eles não envelhecerão com sua mãe. Michelle estava em sua segunda barriga de aluguel para a mesma família e, ao entregar o bebê esta manhã, uma complicação tirou sua vida. Embora o bebê tenha saído em segurança, Michelle não. Você ouve essas coisas acontecendo o tempo todo, mas nunca na sua vida imagina que isso aconteça com você”, escreveu a Jaime.

Herwehe lamentou a perda de sua amiga e ainda fez questão de compartilhar como ela era uma pessoa incrível. “Para aqueles que não tiveram o prazer de conhecer Michelle, ela sempre será conhecida pelo amor que teve pela família. Michelle tem a melhor, mais sarcástica, personalidade engraçada e sempre fez você rir. Michelle e Chris têm dois filhos lindos, Gage e Monroe, pelos quais meu coração se quebra, sabendo que não envelhecerão com a mãe ”, disse Jaime.

Barriga de aluguel no Brasil

No país, não há uma lei em vigor, porém, existem resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Provimento n° 52/2016 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ambos tratam da gravidez por substituição, mais conhecida como barriga solidária. O termo barriga de aluguel, entretanto, não deve ser usado no Brasil, porque o ponto principal da Resolução 2121/2015 do CFM, diz que a adoção temporária do útero não deve ter um caráter lucrativo ou comercial.

A resolução do CFM ainda diz que ao tratar da doação temporária do útero, “clínicas, centros ou serviços de reprodução assistida podem usar técnicas de RA (reprodução assistida), desde que exista um problema médico que impeça ou contraindique a gestação na doadora genética ou em caso de união homo afetiva”.