Mãe de bebê morto com socos e dentadas é encontrada e justiça toma decisão

Giulia Cândido estava foragida desde a morte do filho, no início de janeiro

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Resumo da Notícia

  • Após mais de um mês foragida, mãe do bebê que foi morto a socos e dentadas foi presa pela polícia
  • Giulia Cândido ficará detida até que se concluam as investigações do caso
  • Anthony Daniel foi levado ao hospital pelo padrasto, que também está preso

O caso do bebê que foi morto a socos e dentadas na Praia Grande, litoral de São Paulo, tem um novo capítulo: Giulia Cândido, a mãe da criança, foi encontrada e presa pela polícia nesta terça-feira (11). Após passar mais de um mês foragida – desde a morte do filho, Anthony Daniel de Andrade Moraes, de um ano e três meses – ela foi encaminhada para a Cadeia Feminina de São Vicente, onde permanecerá até que investigações complementares em relação ao envolvimento dela no crime sejam concluídas.

A partir dos resultados do trabalho da Polícia Civil, a Justiça deverá decidir se Giulia continuará presa ou não. De acordo com informações do portal G1, ela já havia sido detida por falso testemunho por conta das diferentes versões apresentadas em depoimento à Polícia na ocasião do crime, mas foi liberada na audiência de custódia. O pedido de prisão de Giulia foi feito há cerca de um mês e foi cumprido nesta terça-feira, já que a captura dependia da mãe ser localizada pelas equipes policiais que acompanham o caso.

Bebê é morto a socos e dentadas em Praia Grande (Foto: Reprodução Arquivo Pessoal)

 

Entenda o caso

Na manhã de 6 de janeiro, um casal suspeito de matar Anthony Daniel de Andrade Moraes, de um ano e três meses, foi preso em flagrante em Praia Grande, litoral de São Paulo. De acordo com o laudo médico, o menino já foi levado morto ao hospital e apresentava mordidas no rosto, diversas fraturas e hematomas no corpo.

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Segundo a TV Tribuna, o bebê foi levado à Unidade de Pronto Atendimento Samambaia pelo padrasto, Ronaldo Silvestrini Junior, de 22 anos, durante a noite de domingo (5). A polícia foi acionada após os enfermeiros encontrarem os hematomas espalhados pelo corpo de Anthony.

Ao chegar no hospital, o menino apresentava uma mordida no rosto, que Ronaldo disse ter sido causada por um filhote de cachorro da família. A afirmação do padrasto, porém, foi contestada pelos profissionais da saúde que afirmaram ser uma dentição humana. Ronaldo contou, então, que a marca foi provocada por um outro filho, de cinco anos, do casal.

Depois de serem questionados sobre o estado do menino, o casal caiu em contradição, dizendo, primeiramente, que não se recordavam de terem machucado Anthony. Entretanto, na Delegacia, Ronaldo e Giulia afirmaram que o filho havia sofrido uma queda de uma escada em formato ‘caracol’ há dois dias, dentro da própria casa. Depois da realização de alguns exames, foi comprovado que Anthony apresentava uma fratura no crânio, tórax, clavícula, no nariz, mandíbula e também a presença de sangue no ouvido e diversos hematomas na testa e no rosto. Giulia disse a polícia que não levou o filho ao hospital por conta do trabalho.

Ronaldo foi preso por homicídio triplamente qualificado e a mãe por falso testemunho, com uma fiança fixada em dez salários mínimos. O ocorrido continua em investigação pela Delegacia de Polícia Sede de Praia Grande. A família era da cidade de Bauru, interior do estado de São Paulo e estava morando no litoral há cerca de um mês – o filho mais velho de Ronaldo e Giulia retornou à Bauru e está vivendo com a avó.

Filho mais velho da família está sob a custódia da avó e mudou de cidade (Foto: Reprodução / G1)