Instituto acompanha virtualmente crianças com microcefalia devido a isolamento social

A medida foi adotada para ajudar os pacientes a manterem o tratamento em dia

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Resumo da Notícia

  • Instituto acompanha virtualmente crianças com microcefalia;
  • A unidade é referência em assistência de pacientes com a doença;
  • A ideia é que as crianças consigam manter o tratamento em dia.

O Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto de Desenvolvimento (IPESQ), de Campina Grande na Paraíba está acompanhando virtualmente crianças com microcefalia para suprir a assistência necessária durante o isolamento social. 

A unidade é referência em assistência de pacientes com microcefalia causada pela Síndrome Congênita do Zika Vírus. São cerca de 150 crianças atendidas. Várias delas precisam se deslocar por longas distâncias para realizar o tratamento.

Segundo a médica fundadora do instituto, Adriana Melo, essas crianças tem a imunidade mais baixa e podem  ter complicações pulmonares com mais frequência. Pensando nisso, a equipe desenvolveu  o acompanhamento a distância. 

De um lado da câmera,  uma fisioterapeuta com auxílio de um boneco, mostra os movimentos que devem ser feitos. Do outro lado, as mães acompanham atentamente, e reproduzem os exercícios. Cada uma com o seu pequeno. 

Atendimento online para crianças com microcefalia (Foto: Reprodução/ TV Bahia)

“O seguimento e a continuidade desses atendimentos é de suma importância para que não haja agravos ou danos no desenvolvimento dessas crianças”, explica o fisioterapeuta Renan Alves ao G1. 

O IPESQ tem tentado auxiliar as famílias que são atendidas no instituto de outras formas também. Eles oferecem apoio psicológico, cestas básicas, material de higiene e máscaras.