Marido de grávida morta após cair de deck dá novos detalhes sobre o acidente

O caso ocorreu no litoral de São Paulo após casal refazer selfie: “Tiramos uma foto segundos antes”

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Flávia de Souza, de 33 anos, morreu no último sábado (14) após cair de um deck com 10 metros de altura de veraneio, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo. Ela estava passando o final de semana na praia com a família do marido, Marcelo Martins, de 35 anos. “Nós tiramos essa foto segundos antes, ela ainda brincou que o rosto estava muito inchado por causa da gravidez.”, disse Marcelo ao G1.

Flávia, mãe de um filho de 9 anos, era professora de educação infantil e esperava a segunda filha, que se chamaria Ana Clara. O casal, que morava no ABC Paulista, chegou a São Sebastião na manhã de sábado (14), tomou café com os parentes e foi tirar fotos no deck com vista para a praia, na pousada que estava hospedado. O marido disse que Flávia não estava sentada no deck, só apoiada com a mão, a hora que caiu, o impulso foi o segurar e eles acabaram caindo juntos.

O casal foi socorrido e levado ao pronto-socorro do Centro, mas Flávia não resistiu. Marcelo recebeu alta no último domingo (15), ele quebrou o maxilar na queda e, de acordo com ele, serão necessários três anos para que se recupere totalmente. “Eu pretendo processar, porque ela tinha um menino, de 9 anos, e ele precisa ser amparado e eu quebrei muito a minha boca e a restauração vai ficar muito cara. Mas só por isso, não por outras questões. Nada vai trazer minha esposa de volta”, disse Marcelo.

As circunstâncias estão sendo apuradas pela Polícia Civil. No registro da ocorrência, a polícia constatou que o deck estava danificado e o caso foi registrado inicialmente como morte suspeita. Um inquérito será instaurado para apurar homicídio culposo por omissão.

O corpo de Flávia foi velado e sepultado no último domingo (15) no Memorial Jardim Santo André, no ABC Paulista. O advogado de Marcelo, Eduardo Duarte da Silva, afirmou ao G1 que ainda vai procurar os advogados do condomínio para conversar e que eles “estão abertos a negociações extrajudiciais”. Em entrevista ao G1, por telefone, o advogado dos proprietários do condomínio, Roberto Abrantes, disse que estão em contato com a família das vítimas prestando o apoio necessário e que vão esperar o resultado da perícia para se pronunciar sobre o caso.