Grávida é morta a facadas e escreve nome do suspeito com o próprio sangue

Ela foi atingida no pescoço em casa e conseguiu ir até uma lanchonete para tentar pedir ajuda

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Quando a emergência chegou ao local, ela e o bebê já haviam falecido (Foto: Unsplash / Eugene Chystiakov)

Na noite da última segunda-feira, 20 de janeiro, um homem foi o principal suspeito da morte de uma mulher grávida em Anápolis, cidade que fica a 55 km de Goiânia. De acordo com a Polícia Militar, assim como informa o G1, antes de morrer a facadas, Luciene Maria de Sousa, de 38 anos, teria indicado quem seria o homem.

A mulher, que estava grávida de sete meses, morreu no local, mas escreveu em uma mesa da lanchonete, com o próprio sangue, o nome do suspeito. Horas depois ele foi localizado pela Polícia Militar e preso. Foi informado que os dois eram usuários de drogas, mas ainda não se sabe se mantinham algum tipo de relação.

Ainda de acordo com a corporação, a grávida teria sido atingida no pescoço, enquanto ainda estava dentro de casa. Depois de andar cerca de 40 metros, ela entrou em uma lanchonete e usou uma das mesas para falar quem a havia machucado. O resgate foi acionado, mas os profissionais não conseguiram salvar a mulher e nem o bebê. O homem, de 31 anos, estava com marcas de arranhões no pescoço e também vestígios de sangue nas mãos e nos pés.

A relação entre a mulher e o suspeito ainda está sendo investigada (Foto: reprodução / R7)

Osvaldo Abrahan, capitão da Polícia Militar, relatou em entrevista ao G1 mais informações sobre o caso: “No momento em que chegou à lanchonete, ela escreveu o nome desse possível autor com o próprio sangue em uma mesa. Com os dados desse possível autor, (a PM) localizou uma residência onde ele possivelmente estaria. Em um primeiro momento não tinha ninguém, foi feito uma campanha nas proximidades e, em um determinado momento, ele se aproximou. Foi feita a abordagem dele, ele estava sujo de sangue ainda”.

Em entrevista ao Mais Goiás, Vander Coelho, delegado responsável pelo caso, falou sobre as investigações: “O caso não foi tratado como feminicídio, pois ainda não sabemos se ele [suspeito] tinha um vínculo com a vítima. Além de ser mulher, essa é uma das vertentes para que o acusado seja enquadrado nessa qualificação. Temos dez dias para terminar o relatório final e saber qual foi a real motivação do crime”.

O caso ainda está sendo investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GHI) de Anápolis. Depois da polícia ouvir as testemunhas, foi até a casa do suspeito e o conduziu até o Instituto Médico Legal (IML), para analisar os vestígios de sangue encontrados na roupa dele.