Grávida de seis semanas é diagnosticada com câncer raro no sangue

Roberta Burton descobriu que estava com câncer depois que o marido notou um caroço incomum no seu pescoço

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No condado de Northumberland, Inglaterra, Roberta Burton foi diagnosticada com um câncer raro no sangue durante a gravidez de seu terceiro filho. Ela deu à luz Elias mais cedo que o planejado, via cesariana, para que as sessões de radioterapia não fizessem o bebê correr qualquer tipo de risco. O menino nasceu saudável, pesando 1,5 kg, e encantou o pai Jason, e os irmãos Noah, 4, e Ezra de apenas um aninho.

“Estou um pouco nervosa com o resto do tratamento, mas também pronta para fazer isso, espero que seja o último passo para que eu possa voltar à normalidade”, declarou Roberta, que descobriu que estava com câncer depois que o marido notou um caroço incomum no pescoço quando ela estava grávida de seis semanas. De acordo com o jornal Mirror, após realizar uma série de exames, que incluíam três biópsias, os resultados indicaram que Burton estava com linfoma de Hodgkin. A equipe médica afirmou que a melhor opção seria começar o tratamento quimioterápico, porém, também explicaram que ele poderia apresentar riscos para o feto. Outros exames apontaram que o câncer estava em estágio 2, e os tumores haviam se espalhado para o peito. 

Elias nasceu com 36 semanas (Foto: Reprodução Mirror UK)

Felizmente, a mãe estava determinada a vencer a luta contra a doença, que durante as sessões de quimioterapia, os médicos disseram que os tumores aparentavam estar diminuindo. Entretanto, como precaução, eles alertaram que devido a gravidez não seria possível realizar uma tomografia por emissão de pósitron (PET), um tipo de exame que, normalmente, monitora a doença e oferece uma imagem mais precisa do sucesso do tratamento. Consequentemente, Elias veio ao mundo mais cedo. “Ele estava planejado para um parto prematuro, pois eu preciso de uma tomografia computadorizada na segunda-feira para que eu possa começar a radioterapia no ano novo”, disse Roberta.

“Então, para me dar a melhor escolha, foi decidido realizar o parto do bebê com 36 semanas para que eles pudessem fazer a tomografia computadorizada e a radioterapia. Então, eu tenho três semanas de radioterapia e, em seguida, 12 semanas depois disso, uma PET scan que determinará a eficácia do tratamento”, explicou Roberta que é auxiliar de enfermagem.

Linfoma de Hodgkin

Segundo o Instituto Nacional de Câncer, o Linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que tem origem no sistema linfático, um conjunto composto por órgãos (linfonodos ou gânglios) e tecidos que produzem as células responsáveis pela imunidade e vasos que conduzem essas células através do corpo.

A doença pode atingir qualquer faixa etária, entretanto é mais comum entre adolescentes e adultos jovens (15 a 29 anos), adultos (30 a 39 anos) e idosos (75 anos ou mais). Os homens têm maior propensão a desenvolver o linfoma de Hodgkin do que as mulheres.