Gêmeas siamesas nascem interligadas pelo peito

No mundo, somente 18% dos gêmeos nessa condição sobrevivem; médicos esperam por exames para poder definir separação

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Na última sexta-feira(03), um caso raro chamou atenção em um hospital no Mato Grosso do Sul. Os profissionais da maternidade da Santa Casa de Campo Grande se mobilizaram para realizar um parto complicado: o nascimento de bebês ligadas pelo peito. Eles trouxeram ao mundo gêmeas xifópagas, popularmente conhecidas como “siamesas”, caso que ocorre em apenas 1 para cada 100 mil nascidos vivos.

De acordo com as informações divulgadas pela Santa Casa, o procedimento foi bem-sucedido. Maria Julia e Luna Vitória, nasceram com 35 semanas, interligadas pelo tórax e parte superior do abdômen, pesando juntas 3,890 quilos. Alice Aparecida Silva Gil, mãe das gêmeas, disse ao hospital que descobriu a situação das filhas logo no primeiro ultrassom e contou que já sabia de que se tratava de um caso complicado.

Gêmeas siamesas nascem interligadas pelo peito (Foto: Divulgação/ASCOM Santa Casa Campo Grande)

Ainda segundo a Santa Casa, as meninas estão sendo monitoradas e baterias de exames são feitas para poder definir o que é preciso fazer no caso. Optar pela cirurgia de separação depende de diversos fatores, como a anatomia interna em relação aos órgãos e de que forma são compartilhados. “São casos raros que precisam ser estudados minuciosamente antes de tomarmos qualquer decisão. As gêmeas estão sendo acompanhadas por toda equipe multiprofissional e recebendo o melhor tratamento para elas no momento”, explicou o neonatologista do hospital, Walter Perez.

O hospital de Mato Grosso do Sul informou que as gêmeas seguem em estado grave, mas com pressão arterial estável. Elas permanecem internadas na UTI, Unidade de Terapia Intensiva, Neonatal e a respiração é feita com o auxílio de aparelhos. Em geral, no mundo, somente 18% dos gêmeos nessa condição sobrevivem. Nos últimos seis anos, este é o terceiro caso de gêmeas atendido na Santa Casa de Campo Grande, referência em maternidade no estado de Mato Grosso do Sul.

Alice foi internada na Santa Casa quatro vezes durante a gestação devido à complicações na gravidez. Depois do parto, a esperança em ver as gêmeas bem e com saúde continuou. “Sou muito grata a toda a equipe que me atendeu. Só de elas estarem vivas até agora já é uma vitória, mas em breve queremos que elas fiquem fortes para levá-las logo para casa”, contou à equipe do hospital.