Garçom salva família que estava se afogando no mar

Ele ouviu pelos gritos de socorro de familiares das vítimas

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Resumo da Notícia

  • No último domingo (9), um funcionário de um quiosque salvou uma família que estava se afogando no mar em Mongaguá, no litoral de São Paulo
  • O garçom Guilherme Tawan dos Santos contou ao G1 que estava se preparando para entrar no trabalho quando ouviu gritos pedindo por socorro
  • De acordo com ele, três pessoas estavam em perigo e o jovem conseguiu salvar a família

No último domingo (9), um funcionário de um quiosque salvou uma família que estava se afogando no mar em Mongaguá, no litoral de São Paulo. Nesta segunda-feira (10), o garçom Guilherme Tawan dos Santos contou ao G1 que estava se preparando para entrar no trabalho quando ouviu gritos pedindo por socorro.

De acordo com ele, três pessoas estavam em perigo. O caso aconteceu na praia do bairro Vera Cruz. “Vi meu amigo correndo em direção à água e não pensei duas vezes”, disse. Quando o jovem de 18 anos chegou na beira do mar, ele se deparou com as pessoas se afogando a aproximadamente 30 metros da faixa de areia.

Seu amigo, que tentou tirar os familiares da água, não teve sucesso. Logo, Guilherme teve que assumir e tirar o trio do mar. “Apenas pedi para Deus que me desse fôlego e entrei na água”. O trabalhador nadou até todas as vítimas e, com a ajuda do colega que estava na parte rasa da praia, retirou cada uma das pessoas da água.

Garçom resgatou três pessoas da mesma família (Foto: Reprodução/G1)

“Deixei a segunda pessoa com meu amigo e já me senti mais fraco, perdendo o fôlego. Respirei fundo e nadei para resgatar a terceira. Quando voltei para a praia com a última pessoa, os guarda-vidas chegaram e ajudaram a tirar ela da água com meu amigo. Nessa hora, só deitei na areia, sem fôlego e com muita dor, mas agradecendo muito por ter conseguido salvar essas pessoas”, comentou.

Ele também disse que um dos familiares das vítimas o agradeceu pelo ato heroico. Os banhistas que se encontravam em situação de risco era um homem, uma adolescente e uma criança. “Uma das mulheres que gritou por ajuda me abraçou e agradeceu, mas estava sem forças e acabei não conversando com eles, só vi que os três choravam muito”.

“A praia estava quase vazia e os bombeiros só chegaram depois. Não sei o que teria acontecido se a gente não estivesse lá. Também agradeço por Deus ter me deixado salvar essas pessoas. Na próxima temporada, vou fazer o curso de guarda-vidas para poder ajudar outras pessoas”, completou.