Depois de anos sendo abusada pelo pai, criança é “acolhida” por pastor que também a estupra

Após a prisão do pai, ninguém da família tinha condições para ficar com a garota e um pastor evangélico a acolheu

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Resumo da Notícia

  • Uma menina de 13 anos foi estuprada pelo próprio pai durante três anos na cidade de Mombuca, município do estado de São Paulo;
  • Após a prisão do pai, ninguém da família tinha condições para ficar com a garota e um pastor evangélico a acolheu;
  • Acontece que a menina também foi abusada sexualmente pelo religioso.

Uma menina de 13 anos foi estuprada pelo próprio pai durante três anos na cidade de Mombuca, município do estado de São Paulo. Após a prisão do pai, ninguém da família tinha condições para ficar com a garota e um pastor evangélico a acolheu. Acontece que a menina também foi abusada sexualmente pelo religioso.

Dos 9 aos 12 anos, a menina sofreu abusos na casa em que vivia com sua mãe, duas irmãs e o criminoso.  O homem foi preso em fevereiro deste ano pela polícia de Capivari. De acordo com as investigações, a menina ainda teria sido obrigada a se prostituir.

O homem também abusou das enteadas de 16 e 21 anos, irmãs da vítima. As duas confirmaram o crime. A mãe das meninas sofre de problemas psicológicos e usa remédios fortes para tratar epilepsia. A mulher disse nunca ter visto nada de errado e que não acreditava nas filhas.  Mas, mesmo assim, o homem que já tinha um histórico de uso excessivo de álcool e drogas, foi condenado pelos crimes.

O pastor evangélico e sua esposa conseguiram a guarda provisória da garota com o Conselho Tutelar de Mombuca. O religioso disse que conhecia a menina havia muitos anos e insistiu para que a menor vivesse com ele e com a esposa. Mas, foi durante uma visita, que a mãe biológica da vítima percebeu uma aproximação suspeita e denunciou o crime.

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Menina é estuprada por pai e pastor (Foto: Freepick)

De acordo com a delegada responsável pelo caso, o suspeito negou o crime. “Ele negou que houve estupro e disse que estava tendo um relacionamento amoroso com a vítima. Eles trocavam até bilhetes”. Entretanto, no celular do acusado foram encontradas mensagens que incentivavam a vítima a mentir.

Ao UOL, o Conselho Tutelar enviou uma nota: “O Conselho buscou na família da vítima quem tinha condições de acolhê-la, e ninguém podia. Já a família [do pastor] brigou muito para ter a sua guarda, e o Conselho avaliou que eram pessoas de boa índole. O pastor e sua mulher estavam dando todo o suporte a ela e o órgão considerou que era melhor deixá-la com o casal a enviá-la para um abrigo“, disse.

Tanto o pastor, quanto a esposa dele – que também sabia do crime – foram acusados. A menina passa por tratamentos psicológicos e está morando com a irmã mais velha.