Coronavírus: Ministério da Saúde recomenda antecipar férias escolares e cancelar grandes eventos

Já são 77 casos confirmados no Brasil e você precisa proteger sua família

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Resumo da Notícia

  • Ministério de Saúde passou uma série de novas recomendações para gestores estaduais e municipais
  • Uma delas é a antecipação das férias nas escolas ou o uso de métodos de ensino à distância
  • Brasil já tem 77 casos confirmados do novo coronavírus

O Ministério da Saúde recomenda o cancelamento ou adiamento de eventos com grande participação de pessoas em razão da epidemia do novo coronavírus (Covid-19). A orientação foi apresentada junto com um conjunto de medidas a gestores estaduais e municipais de saúde em reunião virtual nesta sexta-feira (13).

De acordo com o órgão, as autoridades locais não devem estimular que eventos ocorram neste período – sejam eles, governamentais, artísticos, científicos ou comerciais. Caso não seja possível cancelar o evento, a recomendação é que não haja público.

Ministério da Saúde recomenda antecipação das férias escolares devido a epidemia de coronavírus (Foto: Unsplash)

Outra recomendação foi a antecipação das férias escolares por parte das instituições de ensino. As escolas que possuem ferramentas para ensino à distância (EAD) também devem ser incentivadas a seguir com as aulas, mas evitar o deslocamento e a convivência entre os alunos.

O número de casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19) subiu para 77 na atualização mais recente do Ministério da Saúde, divulgada na tarde desta quinta-feira (12). No balanço anunciado na parte da manhã, o total de pessoas infectadas era 60. O aumento se deu principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, Estados foco do vírus no país.

O ministério apresentou diversas outras medidas aos gestores estaduais e locais, que vão de mudanças nos fluxos urbanos às rotinas de trabalho, passando pelo calendário escolar e pela forma de lidar com casos suspeitos e confirmados bem como com mortes em decorrência da doença. Veja a seguir:

 

Locais com casos importados (pessoas que contraíram a doença em viagens)

– Reforçar as orientações individuais de prevenção de forma mais ampliada, com escolas, indústrias, empresas e comércio colocando informação em sites e divulgando-as para seu público.

– Se uma pessoa ficar doente, deve permanecer em casa. A orientação mais detalhada pode ser dada pela equipe da unidade básica de saúde ou médico de referência.

– As unidades de saúde devem agilizar os mecanismos de triagem para que pessoas com sintomas respiratórios permaneçam menos tempo em salas de espera. O objetivo é que os pacientes com sintomas não exponham outras pessoas.

– As unidades devem promover também o uso adequado e racional de equipamentos de proteção individual. A máscara, por exemplo, é indicada aos doentes, contatos domiciliares e profissionais de saúde.

– Equipes de vigilância devem organizar o monitoramento dos contatos próximos e domiciliares.

– Os gestores de saúde devem garantir a notificação ampliada das definições de caso de forma atualizada.

– Em localidades apenas com casos suspeitos, as autoridades de saúde devem repassar orientações às unidades de saúde, sem necessidade de medidas drásticas.

– As autoridades de saúde devem planejar formas de ampliação das equipes e como utilizar a força de trabalho de estagiários, estudantes e aposentados. No momento de maior pico da doença, o Ministério da Saúde acredita que pode ser necessária a convocação dessas pessoas.

– A comunicação acerca do novo coronavírus e das formas de prevenção deve ser iniciativa de todos, e não apenas do ministério ou das secretarias estaduais e municipais. Escolas e locais de trabalho podem atuar disseminando essas informações.

– Pessoas que estiverem voltando de locais com grande transmissão devem fazer autoisolamento por sete dias, evitando grandes movimentações em locais com aglomeração de pessoas.

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– Os médicos devem receber a orientação de fazer prescrições de remédios com validade mais prolongada aos pacientes que fazem uso de medicamento contínuo, para evitar que a pessoa tenha de se deslocar à unidade de saúde no período do outono e inverno somente para atualizar receita.

– Cruzeiros turísticos devem ser adiados durante todo o período em que durar a emergência de saúde pública.

– Serviços públicos e privados (como shoppings e comércio) devem assegurar disponibilidade para que pessoas possam lavar as mãos, usar álcool gel e toalha de papel. De acordo com o ministério, o ventilador para secar as mãos é complemento, mas não resolve sozinho.

– Em caso de mortes em razão do novo coronavírus, o ministério recomenda que ocorra processo acelerado de emissão do atestado de óbito, além de cuidado nas funerárias e velório sem aglomeração de pessoas.

Medidas adicionais para cidades com transmissão local

– Idosos e pacientes crônicos devem evitar viagens, cinema, shoppings, shows e outros locais com aglomeração.

– Pessoas com síndrome respiratória aguda grave devem ser encaminhadas aos serviços de urgência conforme plano de contingência.

– Serviços de saúde devem fazer uso de estratégia de triagem acelerada específica no contato com primeiro paciente.

Cidades com transmissão sustentada (na qual não se sabe mais qual foi o paciente que originou a cadeia de infecção)

– Reduzir o deslocamento de trabalhadores. Cancelar viagens não essenciais e realizar trabalho em casa.

– Reduzir o fluxo urbano, estimular a adoção de horários alternativos para que trabalhadores não se encontrem todos ao mesmo tempo no horário de pico nos metrôs e rodoviárias. Adotar escalas diferenciadas.

– Estimular que trabalhos administrativos e similares ocorram em horários alternativos, bem como o uso do trabalho remoto (home office).

– Instituições de ensino podem antecipar as férias e usar ferramentas de ensino a distância.

– Municípios devem fazer o monitoramento de admissão e alta relacionadas a casos de Covid-19 em unidades de Tratamento Intensivas, fornecendo essas informações aos secretários de Saúde diariamente.

– A declaração de quarentena foi apontada como medida indesejada, mas constante do planejamento. Se a ocupação dos leitos de UTI atingir 80% em localidade com transmissão sustentada, deve-se avaliar a possibilidade de declaração de quarentena.