Coronavírus: farmácias de manipulação também poderão preparar e vender álcool gel

Coronavírus: farmácias de manipulação também poderão preparar e vender álcool gel

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Resumo da Notícia

  • A Anvisa autorizou que as farmácias de manipulação produzam álcool gel e vendam diretamente ao público
  • Decisão faz parte de lista de medidas para conter a expansão do novo coronavírus (Covid-19)
  • Até então, somente indústrias de cosméticos podiam fabricar esses produtos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou as farmácias de manipulação a prepararem e venderem álcool gel de forma direta para o público. A decisão faz parte das medidas para conter a disseminação do novo coronavírus (Covid-19) no país e visa ampliar o acesso da população a esses produtos.

Álcool gel poderá ser produzido e comprado em farmácias de manipulação (Foto: Unsplash)

A autorização tem prazo de 180 dias e pode ser prorrogada. A resolução que regulamenta o tema foi publicada nesta quarta-feira (18) no Diário Oficial da União. Todas as farmácias magistrais, como também são conhecidas as farmácias de manipulação, poderão preparar álcool etílico 70% (p/p), álcool etílico glicerinado 80%, álcool gel, álcool isopropílico glicerinado 75%, água oxigenada 10 volumes e digliconato de clorexidina 0,5%.

Ainda de acordo com a Anvisa, todas essas fórmulas são preparações anti sépticas ou sanitizantes que podem ser utilizadas no combate ao coronavírus. Até então, somente indústrias de cosméticos podiam fabricar esses produtos, com necessidade de autorização da agência reguladora.

De acordo com a Agência Brasil, a Anvisa também trabalha com outros órgãos de governo para um entendimento sobre a doação de álcool ao sistema público. Também nesta quarta-feira, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) informou que suas associadas vão doar álcool para fabricação de desinfetantes de mãos (álcool gel) e solução de álcool 70.

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Nessa semana, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério da Economia também zerou, até 30 de setembro, a alíquota do Imposto de Importação para 50 produtos médicos e hospitalares necessários ao enfrentamento da pandemia de Covid-19. A lista, elaborada em coordenação com o Ministério da Saúde, abrange produtos que tiveram importações totais de aproximadamente US$ 1,3 bilhão em 2019.

De acordo com o Ministério da Economia, alguns produtos, como luvas médico-hospitalares, eram tributados a alíquotas que chegavam a 35%. Além de luvas, a medida zera as tarifas de importação para álcool em gel, máscaras, termômetros clínicos, roupas de proteção contra agentes infectantes, óculos de segurança e equipamentos respiradores, entre outros produtos.