Coronavírus: cachorros chineses usam máscara para proteção

Organização Mundial da Saúde declarou nesta quinta-feira (30) estado de emergência de saúde internacional

Categorias

Compartilhe

Resumo da Notícia

  • Chineses estão preocupados com a saude dos cachorros
  • Eles estão comprando máscaras para evitar que os pets entrem em contato com superfícies e pessoas infectadas
  • De acordo com a Comissão Nacional da China, os donos devem ficar em estado de alerta com os seus cachorros próximos a pessoas infectadas

Os donos de cachorros chineses estão preocupados com o coronavírus e querem proteger os bichinhos. Para isso, eles estão saindo em busca de máscaras que protejam os focinhos dos familiares de quatro patas, mesmo que os especialistas não tenham confirmado que outras espécies possam contrair o vírus.

Um vendedor de Pequim disse que as vendas de máscaras caninas dispararam. Ele teve seu estoque esgotado, já que o produto foi 10 vezes mais procurado nos últimos dias. “A maioria dos cachorros estão usando essas máscaras. Por conta do vírus, as pessoas estão prestando mais atenção e sendo mais cuidadosas ao cuidar da própria saúde e da saude de seus animais”, completou.

Cachorro utilizando máscara para proteção (Foto: Reprodução/ New York Post)

Zhou foi quem começou a vender a máscara para os pets. Ele comentou que, no início, o intuito da máscara era para proteger os cachorros do ar que é muito poluído. Agora, a função mudou: elas podem prevenir os cachorros de lamberem pessoas e superfícies que estão infectadas.

Entretanto, essa máscara não é tão eficaz como a que é feito para a proteção dos humanos, mas provou ser um modo funcional para os cachorros. A Organização Mundial da Saúde declarou que ainda não está claro se o vírus tem algum impacto na saúde dos animais. “Nenhum caso foi reportado até o momento”, completou a organização.

Mas, de acordo com a Comissão Nacional da China, os donos devem ficar em estado de alerta com os seus cachorros próximos a pessoas infectadas. “Se o cachorro tem contato com alguém que está com o vírus, eles tem a chance de contrair a doença”, disse Li Lanjuan, epidemiologista em um comitê da Comissão.

 

Coronavírus: a doença que deixou o mundo em alerta

O surto do novo coronavírus tem deixado o mundo em alerta. Até o momento, 170 pessoas morreram na China e mais de 7 mil casos foram registrados. Na tarde desta quinta-feira (30), a Organização Mundial da Saúde declarou estado de emergência de saúde internacional devido ao coronavírus. De acordo com um jornal local, um bebê de nove meses chinês está entre os diagnosticados com a doença na capital chinesa e é a pessoa mais jovem portadora do novo vírus.

Na última quinta-feira (23) um estudo mostrou que mais de 52% das vítimas fatais de coronavírus eram idosos e portadores de alguma doença crônica. No dia seguinte, um artigo publicado pela revista Lancet apontou que a maioria dos sobreviventes tinham até 49 anos e eram saudáveis. A pesquisa analisou os 41 primeiros pacientes diagnosticados com o novo coronavírus – seis deles morreram, e todos têm entre 49 e 66 anos. Nenhuma criança ou adolescente foi infectado e todos os sobreviventes tinham entre 25 e 53 anos.

O ministro da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, disse em coletiva de imprensa neste domingo (26) que o novo coronavírus pode se espalhar antes mesmo do aparecimento de sintomas. Ele também afirmou que o período de incubação do coronavírus pode variar de um a 14 dias, e que o vírus é infeccioso durante a incubação.

Ainda não existem casos confirmados de brasileiros que contraíram o coronavírus, porém o Brasil possui 9 casos suspeitos de n-CoV e em seis estados. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (30) em entrevista coletiva no Ministério da Saúde, em Brasília. De acordo com a pasta, houve 43 notificações ao todo e nenhum caso provável ou confirmado.