Coronavírus: bebê considerado saudável morre com 13 dias de vida infectado pela doença

Os médicos desconfiam de uma nova condição decorrente do Covid-19

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Resumo da Notícia

  • Um bebê de apenas 13 dias de vida morreu com coronavírus no Reino Unido;
  • O recém-nascido era saudável e não tinha nenhum problema conhecido;
  • Os médicos desconfiam de uma nova doença decorrente do Covid-19.

 

Bebê morre com Covid-19 (Foto: Carlo Navarro /Unsplash)

Um bebê de apenas 13 dias de vida morreu com coronavírus no Reino Unido. De acordo com o jornal Britânico Daily Mail, o recém-nascido era saudável e não tinha nenhum problema conhecido. Apesar da tenra idade, o bebê mais novo que morreu no país com a doença tinha apenas três dias. 

O Hospital informou a morte da criança na última segunda-feira (15). Ainda de acordo com  jornal, o paciente deu entrada no centro médico em estado crítico e testou positivo para Covid-19, mas a causa da morte não foi determinada.

Por meio de um comunicado, o hospital informou: “Infelizmente, na segunda-feira, 15 de junho, uma criança foi levada ao hospital em estado crítico. Tentativas de ressuscitação não tiveram êxito. A causa da morte ainda não é conhecida. Testes confirmaram que a criança tinha covid-19, mas ainda não está claro se foi um fator que contribuiu”.

John Somers, executivo-chefe da Sheffield Children’s, disse: “Nossas sinceras condolências vão para a família e pedimos à mídia que respeite sua privacidade neste momento difícil”.   

Os médicos estudam a possibilidade de ter sido uma doença parecida com a doença de Kawasaki. Os sintomas incluem febre repentina, erupção cutânea, mãos e pés inchados, lábios e língua rachados e secos e olhos vermelhos e doloridos. 

Alguns pesquisadores consideram improvável que seja coincidência o surgimento de uma nova doença durante a pandemia. A nova condição provavelmente está relacionada ao coronavírus. Os pesquisadores de um estudo liderado pelo Imperial College London disseram que não ainda não têm certeza de que a nova doença é causada pela covid-19, mas que 45 das 58 crianças envolvidas no estudo tinham evidências de infecção atual ou passada pelo coronavírus.