Caso Miguel: Peritos voltam ao prédio do acidente e explicam a queda do menino

Essa é a segunda vez que o Instituto de Criminalística visita o local. O intuito é confirmar as informações do primeiro laudo

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Resumo da Notícia

  • Perito fala sobre novas investigações do caso Miguel;
  • O menino de cinco anos morreu após cair do nono andar de um prédio de luxo; 
  • Essa é a segunda vez que o Instituto de Criminalística visita o local.

Miguel, morto após cair do nono andar de um prédio em Recife (Foto: Reprodução / Facebook)

Após diversa manifestações e muita indignação com o julgamento de Sari Corte Real, a perícia fez nova apuração no condomínio de luxo onde morreu o pequeno Miguel, de cinco anos. O menino era filho único e vivia com a mãe. O pai ficava com a criança a cada 15 dias.

A nova perícia, comandada pela Polícia Civil aconteceu na última segunda (08), por volta das 10h. A decisão se deu com intuito de sanar as dúvidas da queda. Segundo o delegado responsável pelo caso, a investigação deve se encerrar até quinta-feira (11). 

O Instituto de Criminalística realizou a investigação e concluiu que o menino tinha altura suficiente para subir na grade e apertar botões no elevador – as conclusões combinam com as imagens das câmeras de segurança. 

Segundo o perito André Amaral, foram realizados testes no guarda-corpo em que o menino caiu para verificar se o equipamento aguentaria o peso da criança. E de fato, ao forçarem o suporte com peso, os peritos concluíram que a queda poderia mesmo ter acontecido ali. 

“A gente foi fazer só verificação, tipo uma reprodução simulada para verificar e consolidar o que a gente tinha feito no início da perícia [no dia do acidente]. Permanece o que já tínhamos dito desde a primeira entrevista, que foi acidental”, concluiu o perito. 

Câmeras do circuito interno mostram que Miguel Otávio Santana da Silva, menino que caiu do nono andar enquanto escalava aparelhos de ar condicionado na área comum do prédio estava acompanhado pela empregadora da mãe até chegar ao elevador. Depois de uma breve conversa com o garoto, a mulher aperta o botão de um andar mais alto e saí do elevador. 

No momento do crime, a responsável pelo menino era a esposa do prefeito, Sari Corte Real. A mulher foi acusada chegou a ser presa em flagrante, mas pagou uma fiança de R$ 20 mil reais e foi solta. 

Entenda o caso:

Miguel e Mirtes (Foto: Reprodução/Facebook)

Na terça-feira(02), um menino de cinco anos morreu após cair do nono andar de um prédio no  bairro de São José, no Centro do Recife. A criança  passava o dia com a mãe na casa dos seus empregadores. A mulher é empregada doméstica. A polícia considerou a patroa da mãe negligente, e ela foi autuada por homicídio culposo.

Miguel Otávio Santana da Silva, caiu do nono andar enquanto escalava aparelhos de ar condicionado na área comum do prédio. A criança deveria estar no apartamento dos patrões da mãe, localizado no quinto andar. Segundo a polícia, o garoto procurava a mãe, que passeava com os cachorros dos empregadores – responsáveis pelo cuidado do garoto naquele momento.  O menino se perdeu no prédio até se acidentar em uma queda de 35 metros de altura. 

O menino foi socorrido na hora do acidente ainda com vida. Entretanto, não resistiu à queda e morreu no caminho do Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby. Segundo a investigação, foi um acidente. 

De acordo com o delegado, é um caso típico previsto no Artigo 13 do Código Penal, que trata de ação culposa, por causa do não cumprimento da obrigação de cuidado, vigilância ou proteção, que seria um dever da empregadora da mulher: “Ela tinha o dever de cuidar da criança. Houve comportamento negligente, por omissão, de deixar a criança sozinha”, explicou.