Casamento infantil: menina de 12 anos é obrigada a se casar com dois homens no Quênia

A união forçada afeta milhões de mulheres e crianças por todo o mundo. No entanto, por lei, no país, pessoas menores de 18 anos não podem se casar

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Resumo da Notícia

  •  O casamento forçado afeta milhões de mulheres e meninas por todo o mundo.
  • Por lei, no Quênia, pessoas menores de 18 anos não podem se casar;
  • Mas, ainda assim, uma menina de 12 anos que foi obrigada pelo próprio pai a se casar com dois homens diferentes.

Há muitos lugares onde as meninas têm os genitais mutilados após sua primeira menstruação, seus pais as casam em troca de gado e, quando chegam aos 30 anos, seu corpo está exausto de dar à luz. O casamento forçado afeta milhões de mulheres e meninas por todo o mundo.

Casamento infantil no Quênia (Foto: Reprodução/ Unsplash)

Por lei, no Quênia, pessoas menores de 18 anos não podem se casar. Mas o casamento infantil ainda é uma realidade no país africano. Recentemente, as autoridades do país, resgataram uma menina de 12 anos que foi obrigada pelo próprio pai a se casar com dois homens diferentes.

De acordo com a BBC, a menina que não teve a identidade revelada, recebeu um primeiro pretendente, de 51 anos. O noivo teria oferecido quatro cabeças de gado à família da menina. Recusando-se a manter o casamento, a menina fugiu algumas vezes, foi espancada pelos próprios primos, mas conseguiu livrar-se do idoso.

No entanto, logo, um segundo casamento estava à sua espera. Um homem de 35 anos. “O pai a entregou ao homem idoso para se casar. Ela não tinha opção a não ser se casar com o homem mais jovem”, disse Joshua Kaputah, da Associação de Paz do Condado de Narok, em entrevista à BBC.

Casamento infantil no Quênia (Foto: Adrianna Van Groningen/ Unsplash)

Desta vez, a menina só conseguiu sair do casamento quando foi resgatada pelas autoridades e funcionários de ONGs que atuam em Nairóbi. As autoridades ainda buscam pelo pai e pelos maridos, que fugiram. Mas, infelizmente, de acordo com Kaputah, os casamentos infantis podem aumentar neste período de pandemia, em que alguns países estão vivendo a extrema pobreza.