Casal descobre que filha morreu momentos antes do parto; família alega negligência médica

“Foi descaso, porque nem mediram a pressão ou a deixaram em observação nesse dia, sendo que ela já iria entrar em 41 semanas de gravidez”, afirmou a tia do bebê

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Resumo da Notícia

  • Momentos antes do parto, a expectativa dos pais fica muito grande;
  • Um casal descobriu que a filha morreu momentos antes do parto;
  • A família acusa o hospital de negligência.

Momentos antes do parto, a expectativa dos pais fica muito grande.  A ansiedade é quase incontrolável. Para Verônica Lima Serafim, de 26 anos, e o pedreiro Júnior Serafim da Silva, de 36 anos, esse momento não foi diferente. O quarto de Maria Gabrielle já estava pronto. 

O casal descobriu a morte da filha, momentos antes do parto. “Foi descaso, porque nem mediram a pressão ou a deixaram em observação nesse dia, sendo que ela já iria entrar em 41 semanas de gravidez”, afirmou a tia de Verônica, inconformada com a situação. 

Mãe diz ter sofrido negligencia em hospital (Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal)

O pai da bebê, relatou em entrevista ao G1 nesta quarta-feira (1º) que, no domingo a mulher sentiu fortes dores e notou que a barriga estava endurecendo. Rapidamente, eles foram até o Pronto Socorro da cidade.

No local, a mulher fez o exame de cardiotocografia – que escuta o coração do bebê e ambos foram orientados a retornar na segunda-feira (29), para a realização de um ultrassom. O casal foi até o local, no entanto, ao realizar o exame, a equipe médica apenas confirmou o óbito da criança.

Júnior afirmou que os momentos seguintes foram ainda mais difíceis. A esposa ainda precisou dar à luz. Os médicos ficaram cerca de 12 horas induzindo o parto normal, para retirada do bebê. O que, para o homem, fez com que a esposa sofresse muito mais. 

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“Ela morrendo de dor e eles incentivando o parto normal. Eu pedia para eles ‘pelo amor de Deus, minha esposa tá sofrendo, tira esse bebê dela’. Não vinha um médico ver, porque eles falaram que só tinha um obstetra para atender todas as gestantes. Na hora que o bebê saiu mesmo, não tinha médico acompanhando, só enfermeira, falaram que ele tava em outro parto e não tinha mais ninguém. Não somos lixo. Isso é brincar com a nossa humanidade”.

Para o obstetra Guilherme Pereira Martins, não foi negligência. “O parto normal garante um futuro obstétrico a paciente. E também vale lembrar que em se tratando de óbito fetal, a paciente pode fazer uso de analgésicos para alívio de dor que não poderia usar em caso se feito vivo, sendo assim, um parto normal é infinitamente melhor que uma cesárea nesses casos. É lógico que se houverem contra indicações para um parto normal, aí sim, seria indicado a cesárea. Pode acontecer da indução falhar e acabar numa cesárea, mas o parto normal é infinitamente mais benéfico para paciente”, explicou. 

A tia da criança explicou que a família vai entrar na justiça: “O hospital disse que a morte ocorreu porque o cordão umbilical enrolou, mas a Verônica teve parto induzido e falou que não aconteceu nada disso. Já estamos em contato com três advogados. Não vou deixar a bebê ser mais uma estatística”, relata Erika.

Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Polícia da cidade, por onde o caso será investigado.