Bispo evangélico abusa sexualmente de criança e é condenado a 20 anos de prisão

A garota estava em dúvidas com relação à orientação sexual e foi até o pastor pedir uma orientação

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Resumo da Notícia

  • João Batista dos Santos, bispo evangélico, foi condenado na última quarta-feira (16) a 20 anos e seis meses de prisão por abusar de uma menina de 13 anos;
  • A garota estava em dúvidas com relação à orientação sexual e foi até o pastor pedir uma orientação;
  • O homem então, aproveitou a vulnerabilidade da garota para o ataque.

João Batista dos Santos, bispo evangélico, foi condenado na última quarta-feira (16) a 20 anos e seis meses de prisão por abusar de uma menina de 13 anos. A garota estava em dúvidas com relação à orientação sexual e foi até o pastor pedir uma orientação. O homem então, aproveitou a vulnerabilidade da garota para o ataque.

Para definir a pena, o juízo da Vara Criminal do Recanto das Emas, no Distrito Federal, levou em consideração a autoridade que o pastor exercia sobre a vítima. Além disso, o crime teria sido cometido por mais de uma vez. Santos foi preso preventivamente em fevereiro, após a denúncia.

De acordo com a polícia, a criança  se sentiu muito mal e ansiosa após os estupros e decidiu denunciar. Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, o homem, antes dos abusos, falava constantemente que amava a menina e que se casaria com ela. Até que a garota disse que era lésbica.

Pastor abusa de criança (Foto: Freepick)

Foi neste momento, que ao propor uma “cura gay”, o pastor passou a abusar da menina. O homem propôs passar um óleo pelo corpo da garota – inclusive nas partes íntimas –  para ungi-la.  Santos já havia sido condenado duas vezes pelo crime de violação sexual mediante fraude – ele teria usado a mesma desculpa com outras mulheres.

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De acordo com a apuração do Uol, a sentença registrou que o homem causou sérios danos à criança. “A conduta do réu trouxe à vítima problemas de saúde consistentes em crises de ansiedade e do pânico, bem como gerando a ocorrência de episódios de desmaios e necessidade de atendimento psicológico, aspectos que sugerem gravames que extrapolam o próprio dissabor decorrente dos atos libidinosos a que foi submetida”.

O acusado não se manifestou.