Bebê nasce sem vida e mãe faz relato: “Eu senti que o estava matando e só queria morrer com ele”

A mulher resolveu compartilhar nas redes sociais imagens comoventes do aborto espontâneo que sofreu com 18 semanas de gestação

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Resumo da Notícia

  • Uma mãe resolveu compartilhar nas redes sociais imagens comoventes do aborto espontâneo que sofreu com 18 semanas de gestação;
  • Segundo o Daily Mail, Dâmaris Thompson, 28 anos, de Birmingham, na Inglaterra, é casada há cinco anos com o marido, Lucas;
  • Os dois são pais de Davi, 3, e o bebê seria o segundo filho do casal.

Uma mãe resolveu compartilhar nas redes sociais imagens comoventes do aborto espontâneo que sofreu com 18 semanas de gestação. Segundo o Daily Mail, Dâmaris Thompson, 28 anos, de Birmingham, na Inglaterra, é casada há cinco anos com o marido, Lucas. Os dois são pais de Davi, 3, e o bebê seria o segundo filho do casal.

No post, Dâmaris compartilhou imagens de seu filho deitado em uma cestinha. Em outra imagem, a mão do bebê aparece segurando o dedo do pai. De acordo com o casal, a ideia era ajudar aqueles que passassem pela mesma situação.

“Ainda me lembro claramente do dia em que aconteceu. Era um domingo e eu estava na casa dos meus pais”, contou a mãe ao Daily Mail. “Fui ao banheiro e senti a pressão lá embaixo. Então, olhei para baixo e vi o que parecia ser uma bola da cor da pele. Não parecia normal, parecia que algo estava saindo, mas eu não senti minha bolsa estourar e por um segundo pensei que meu bebê estava saindo”, relatou.

A mulher foi levado ao hospital e fez muitos de exames. “Disseram que minha bolsa estava definitivamente estourada, mas que o bebê ainda estava vivo e bem”, contou. No entanto, no dia seguinte, acordou com fortes dores e com a notícia de que o bebê estava nascendo.

Bebê natimorto (Foto: Reprodução/ Tik Tok)

Os médicos deram a ela uma medicação para acelerar o parto e a mãe ficou apavorada ao saber que seu filho morreria quando nascesse, com apenas 18 semanas. “Eu senti que o estava matando, eu só queria morrer com ele. Se ele já estivesse morto, acho que teria sido mais fácil aceitar o fato de que eu teria que dar à luz, mas ele não estava, ele ainda estava vivo. Tive febre alta, estava tremendo, estava nervosa e em estado de choque”, relatou.

“Em um certo momento, empurrei meu filho para fora e a enfermeira que estava lá comigo tão gentil com ele… Ela falou com ele como se ele estivesse vivo e o colocou em uma pequena cesta sobre a mesa. Assim que a vi fazer isso, tive vontade de vê-lo e, quando o fiz, não senti dor nem tristeza, apenas felicidade em ver meu filho. Levi pesava apenas 800 gramas e tinha cerca de 20 cm de comprimento. Ele era tão pequeno que poderia caber na minha mão”, contou.

O casal deixou o hospital após cinco dias e a equipe concordou em organizar o funeral de seu filho. “O funeral aconteceu um mês depois, então tínhamos um mês para chorar e, durante esse tempo, paramos de perguntar por que isso aconteceu e paramos de nos culpar. Mas eu ainda passei duas semanas fora do trabalho em um estado de depressão muito agressivo e ficava na cama por dias sem fazer nada. Meu marido também estava muito triste. Não importa em que fase da gravidez você perde seu filho, a dor é sempre a mesma, um pai nunca deveria ter que enterrar seu filho”, concluiu.

Naquele mesmo ano, apenas alguns meses depois, em setembro, Dâmaris engravidou novamente e deu as boas-vindas à filha Amy, em junho de 2020.