Bebê é operado dentro do útero da mãe para evitar doença crônica

Joanne Crellin passou pelo procedimento delicado durante a 26ª semana de gestação

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Resumo da Notícia

  • Joanne Crellin precisou que seu bebê fosse operado ainda durante a gestação
  • Criança foi diagnosticada com espinha bífida, uma doença crônica
  • O menino veio ao mundo no final de 2019, mas ainda não se sabem os reais resultados da operação

Joanne Crellin, grávida aos 37 anos, passou por um procedimento cirúrgico bastante delicado na sua 26ª semana de gestação: seu bebê foi operado ainda dentro do útero. O menino foi diagnosticado com espinha bífida e a operação de emergência foi feita para que ele não tivesse problemas ao nascer.

A espinha bífida ocorre quando o desenvolvimento ou fechamento da medula espinhal de um bebê no útero não acontece de forma adequada. Às vezes, os sintomas podem ser vistos na pele acima da deformidade da coluna vertebral; eles podem ser, por exemplo, uma marca de nascença, um tecido saliente da medula espinhal ou até mesmo um tufo de cabelo. A espinha bífida é um dos defeitos mais sérios defeitos do tubo neural, apesar de ser também uma das doenças crônicas mais comuns. Quando o tratamento é necessário, é feito por meio de cirurgia para reparar o defeito. Outros tratamentos se concentram no controle das complicações.

A mãe, que vive na Ilha de Man, próxima à Irlanda, entrou em desespero – ainda mais quando foi informada pelos médicos que, além da espinha bífida, seu bebê também aparentava ter líquido no cérebro, um agravante. Ela, então, concordou em se submeter à cirurgia, mas teve que viajar para a Bélgica para realizar o procedimento. Os cirurgiões fecharam a lacuna da coluna vertebral do bebê cortando o útero, reduzindo qualquer dano adicional nos nervos ou vazamento de fluido no cérebro.

Ventre de Joanne Crellin após cirurgia realizada em seu bebê ainda durante a gestação (Foto: Arquivo Pessoal)

O pequeno Blay nasceu dois meses depois através da cesariana, em dezembro de 2019. Os médicos ainda não sabem qual será o efeito final da cirurgia. Apesar da preocupação com seu filho, Joanne está confiante que ele poderá levar uma vida saudável. “Quando todo nos pés dele, eles não se mexem. É óbvio que ele não tem nenhuma reação na região, e provavelmente não terá. Eu estaria me iludindo se pensasse dessa forma. Mas com tratamento e talvez com uma nova operação, ele poderá ter uma vida normal”, afirmou a mãe, em entrevista ao jornal Daily Mail.

Blay, portador de espinha bífida; ainda não se sabem os reais resultados da cirurgia (Foto: Arquivo Pessoal)

Ainda de acordo com a publicação, um em cada 1.000 bebês no Reino Unido nascem com espinha bífida. Joanne e seu companheiro, Shaun Ashmead, descobriram que seu filho seria um desses bebês logo no início da gravidez. A mãe faz um alerta sobre a importância do acompanhamento pré-natal e dos exames de ultrassonografia. “Eles me deram um folheto depois que me disseram [sobre a espinha bífida] e eu nem conseguia olhar para ele. Eu me senti fisicamente doente. Falo sério, porque quero que as pessoas levem com seriedade seus exames nas primeiras semanas de gestação, antes da vigésima”, afirma a personal trainner.

Joanne Crellin tem outros dois filhos, de 19 e 11 anos, que não são portadores da doença.