Após cinco meses no hospital, bebê que nasceu com 22 semanas recebe alta

A mulher deu à luz em 12 de fevereiro deste ano, mas só na semana passada deixou o Hospital Moinhos de Vento

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Resumo da Notícia

  • Já pensou viver um parto com apenas 22 semanas de gestação?
  • Pois bem isso aconteceu com uma mãe  do Rio Grande do Sul;
  • A mulher deu à luz em 12 de fevereiro deste ano, mas só na semana passada deixou o Hospital Moinhos de Vento.

Já pensou viver um parto com apenas 22 semanas de gestação? Pois bem isso aconteceu com uma mãe  em Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A mulher deu à luz em 12 de fevereiro deste ano, mas só na semana passada deixou o Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

Andressa Rodrigues estava grávida de gêmeas e mesmo com acompanhamento médico e repouso absoluto, a mulher entrou em trabalho de parto com 22 semanas de gravidez. As duas meninas nasceram de parto natural, no entanto Betina, não sobreviveu.

Bebê nasce prematura (Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal)

Já Marina Rodrigues Daboit, a outra bebê, enfrentou uma longa batalha para sobreviver. Foram 160 dias no hospital. Mas a menina que nasceu pesando apenas 483 gramas e tinha apenas 10% de chances de vida, foi muito forte e conseguiu resistir à situação.

“Ela saiu muito bem, muito melhor do que a equipe esperava. Foi pra casa sem nenhum suporte respiratório, usa algumas medicações básicas, mas saiu sorrindo, com um sorriso social”, lembra o médico de neonatologia Alexandre Holmer Fiore.

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Nos hospital, a bebê teve complicações como qualquer bebê prematuro. Após tanto tempo internada, a equipe de saúde pode acompanhar cada passo de Marina. A mãe ainda falou sobre o primeiro contato com a filha: “O primeiro colo, foi um colo “roubado”, com sete dias de vida. Foi na troca de incubadora e a enfermagem teve a sensibilidade de deixar eu segurar ela. Transbordei de amor”, lembra a mãe.

Bebê no colo dos pais (Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal)

Desde de a última sexta-feira (24), a pequena está em casa com a família. “Estamos em processo de adaptação, pois viemos de um hospital, onde tínhamos todo suporte e agora somos o marido, eu e as avós. Ela está super bem”, conta Andressa. Contudo, Marina ainda deve ser acompanhada pelos médicos até completar um ano.