Amigas, cinco mulheres que não conseguiam engravidar têm filhos ao mesmo tempo

Micki, Amie, Kristin, Kirsten e Celeste formaram uma rede de apoio poderosa – e agora desejam que os filhos, como elas, sejam amigos para sempre

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Micki Berg, 34, Amie Thomas, 36, Kristin Matty, 31, Kristen Heller, 45, e Celeste Zazzali, 37, não conseguiam engravidar. Com o grande desejo de se tornarem mães, todas recorreram a tratamentos de fertilização in vitro – e foi na clínica Reproductive Medicine Associates of New Jersey (RMANJ), em Nova Jersey, que elas se conheceram e construíram uma forte rede de apoio entre elas.

Agora, as amigas tem cinco bons motivos para comemorar. Todas estão com seus filhos, nascidos no verão de 2017 – e elas garantem que eles também são futuros melhores amigos. Em entrevista ao jornal Daily Mail, elas comentaram o quanto essa experiência em conjunto certamente as uniu pelo resto da vida.

Cinco mulheres se conheceram na mesma clínica de fertilização e criaram uma importante rede de apoio (Foto: Reprodução/Daily Mail)

Quando Amie Thomas realizou todos os exames solicitados pelo RMANJ, na esperança de ter um bebê logo, recebeu a informação dos médicos que sua melhor chance de ter um bebê seria a partir da fertilização in vitro. Um dos exames constatou que seu marido, Philip, tinha uma anormalidade no esperma. Ao seguir com o processo de fertilização, foi apresentada à Micki, Kristin, Kirsten e Celeste e introduzida à sua rede de apoio.

“Foi muito difícil, fiquei bem estressada. As pessoas não conhecem muito sobre o processo – termos como folículos e revestimento são estranhos para quem não sabe, então era difícil conversar com amigos que não tinham problemas de fertilidade”, relembra Amie, hoje mãe de Penelope. E continua: “Quando conheci as meninas, conversávamos sobre nossos sintomas e pedíamos conselhos. Houve momentos em que pensei: ‘será que um dia serei mãe?’. Ser capaz de compartilhar esses sentimentos com quatro mulheres que entenderam completamente foi incrível”.

Celeste Zazzali também passou por uma situação difícil. Ela estava tentando ter filhos há três anos; entrou no grupo em 2015, logo após sofrer um aborto e perder os gêmeos que esperava. “A única coisa que realmente me ajudou foi estar no grupo. Elas estavam me entendendo e sabiam o que eu estava passando sem que eu entrasse nos detalhes da história toda. Por mais que meus amigos quisessem me apoiar, eles muitas vezes não sabiam o que dizer. Foi bom ir a algum lugar onde eles entenderam por que o Dia das Mães me deixou tão triste”, conta ela, que hoje é mãe de Annarose.

Em junho de 2016, Celeste descobriu que estava grávida. “Contei a elas no segundo em que descobri. Eles estavam comigo a cada passo do caminho. Para ser honesta, às vezes essas mulheres sabiam atualizações das consultas médicas antes do meu marido”, diverte-se ela.

Três meses depois, Kristen descobriu que também estava grávida e duas semanas depois, Amie, Kristin e Micki também descobriram que estavam esperando seus bebês. Apesar da felicidade, Celeste confessa que também ficou preocupada com a notícia das colegas. “Ouvi dizer que uma em cada quatro gestações resulta em perda e, do ponto de vista matemático, eu estava bem nervosa com nossa situação. Havia cinco de nós no grupo e eu não queria que ninguém ficasse de fora ou lidasse com a devastação de um aborto espontâneo”, relembra Celeste.

Em 1 de fevereiro de 2017, Celeste deu à luz a pequena Annarose. Kristen foi a segunda, quando Adam veio ao mundo em 20 de abril. Os últimos três bebês chegaram com uma semana de diferença um do outro: Kristin deu à luz Layla em 18 de maio, Amie teve Penelope em 21 de maio e o filho de Micki, Colton, nasceu em 25 de maio.

Bebês todos juntos – será que eles também serão amigos para sempre? (Foto: Reprodução/Daily Mail)

“Estávamos todas nos atualizando como estávamos em trabalho de parto. Estávamos compartilhando fotos assim que os bebês nasciam e estávamos todas de vigia quando devíamos. Depois de todo o processo, reunimos todos os recém-nascidos e fomos juntas a uma aula de cuidados com bebês”, conta Micki, mãe de Colton. As amigas seguem se encontrando regularmente e desejam que seus filhos se tornem grandes amigos, como elas.