Maternidade do RJ abre exceção para Giovanna Ewbank e mães se revoltam

“Me senti humilhada. Como se eu, meu momento e meu filho não fossemos importantes”, disse uma mulher

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Resumo da Notícia

  • Faz um pouco mais de uma semana que o pequeno Zyan, filho de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso, nasceu na maternidade Perinatal do Rio de Janeiro;
  • Não demorou muito e o pai do menino postou uma imagem do filho com a esposa e fez uma declaração;
  • No entanto, outra coisa chamou atenção das mães e criou uma polêmica.

Faz um pouco mais de uma semana que o pequeno Zyan, filho de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso, nasceu na maternidade Perinatal do Rio de Janeiro. Não demorou muito e o pai do menino postou uma imagem do filho com a esposa e fez uma declaração. No entanto, outra coisa chamou atenção das mães.

Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso (Foto: Reprodução/ Instagram)

Quando a mãe está num momento tão difícil e emocionante quanto o parto, o que muitas mulheres desejam, é registrar o momento para toda a vida. E como o pai, não é o mais indicado para fazer o registro, por estar tão extasiado quanto a mãe, algumas família optam por contratar um fotógrafo. No entanto, devido à Pandemia, às maternidade proibiram a entrada dos profissionais – e entre elas, está a Perinatal.

Quando a foto foi publicada, muitas mulheres que tiveram seus bebês na maternidade, se manifestaram revoltadas com a exceção concedida ao casal de famosos: a entrada de uma fotógrafa.  Daniela Justus, esteve no parto de Gio para registrar tudo e não se manifestou. Já a assessoria do casal informou que eles não podem responder pelo erro da maternidade.

Mas algumas mãe, se sentiram muito mal.  A juíza do trabalho do Rio de Janeiro, Aline Maria Leporaci Lopes. O parto de Aline aconteceu no dia 26 de maio, na Perinatal. No entanto, ela não teve o mesmo direito de Giovanna. “Um filho sempre foi um sonho. Ficamos grávidos em 2017, mas nosso bebê virou um anjo. Engravidei novamente em 2019, já com 42 anos. Deus nos deu esse presente. A partir de então, pensamos em tudo e a fotografia do parto sempre fez parte desse sonho. Estava tudo certo até que veio a pandemia. Ficamos muito tristes, frustrados mesmo, pois, depois de tanta expectativa, queríamos o registro de todos os momentos. Ainda mais do parto! Mas a resposta da maternidade foi negativa e nós, claro, respeitamos, pensando no que seria melhor para o nosso bebê”, conta.

E assim foi. Bernardo nasceu e quem tirou as fotos foi o próprio pai. “De maneira amadora e durante o parto mesmo. O registro da maternidade representaria a materialidade do nosso sonho e guardaríamos por toda vida”, lamentou. “Justamente por isso, recebemos com surpresa, revolta e tristeza a notícia de que houve a liberação de uma fotógrafa para registro do parto do bebê de um famoso casal de atores. Ora, se havia risco, ele era pra todos e, obviamente, não poderia haver qualquer exceção”, questionou.

Giovanna Ewbank e Zyan (Foto: Reprodução/ Instagram)

“Me senti humilhada”, disse Rayane Martins, 30 anos, que também deu à luz recentemente. “Como se eu, meu momento e meu filho não fossemos importantes”, completou. O bebê nasceu há um mês, por meio de uma cesárea de emergência. “Minha fotógrafa mora perto e perguntei se poderia ter fotos, mas foi negado. É o primeiro filho e provavelmente o único. Somos um casal infértil e o nosso filho já foi um milagre. Ficamos apenas com algumas fotos feitas pelo celular do anestesista”, disse.

Muitas outras mães se manifestaram e palavras como “vergonha” e “absurdo”, estiveram sempre presentes nos depoimentos. Todavia, assim como os pais, os fotógrafos que perderam trabalho também disseram se sentir lesados com a exceção da maternidade. “Não consegui fazer o registro de nenhum parto após o início da pandemia. A gente trabalha muito com o desejo, a expectativa e um sonho. É o momento mais especial da vida de um casal. E saber que outra pessoa teve essa oportunidade porque ela é famosa e tem influências. Se existe uma determinação, ela deve ser cumprida e não deve ser aberta nenhuma exceção. Fica feio e anti ético fazer esse tipo de preferência”, criticou Aline da Silva Lemos. “Por que, então, a maternidade não oferece um curso organizado ou exige que se faça teste para fazermos o trabalho da melhor forma?”, questionou.

Em nota, a maternidade informou que a política atual de não autorizar a presença de fotógrafos na sala de parto está mantida. De acordo com eles, um gestor de uma unidade abriu uma exceção e autorizou a entrada da e um fotógrafo que apresentou um teste negativo para covid-19. A nota também dizia que o procedimento está em desacordo com o  protocolo.