Angelina Jolie fala sobre racismo e diz que o atual sistema é “intolerável”

A atriz é mãe de seis filhos e entre eles Zahara, que é negra

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Resumo da Notícia

  • Na última sexta-feira(12), Angelina Jolie falou sobre racismo; 
  • A atriz também falou sobre violência doméstica e  a necessidade de proteger os vulneráveis durante essa pandemia;
  • Angelina é mãe de seis filhos.

Angelina Jolie com os filhos (Foto: Reprodução/Instagram)

Sem dúvidas a morte de George Floyd, em Minneapolis (EUA), causou uma comoção mundial e um debate pertinente sobre o racismo. Na última sexta-feira(12), Angelina Jolie, mãe de seis filhos e entre eles Zahara, que é negra falou sobre o assunto. 

Em entrevista à Harper’s Bazaar U.K., a atriz, que também é  humanitária e Enviada Especial do Alto Comissariado para Refugiados, falou sobre racismo, violência doméstica e sobre a necessidade de proteger os vulneráveis durante essa pandemia. 

Questionada sobre os impactos do isolamento social na vida das pessoas, Angelina acredita que a violência policial foi um fator alarmante: “Precisamos progredir além da simpatia e boas intenções, por leis e políticas que realmente abordem o racismo estrutural e a impunidade. Acabar com os abusos policiais é apenas o começo. Vai muito além disso, para todos os aspectos da sociedade, do nosso sistema educacional à nossa política.”

“Um sistema que me protege, mas pode não proteger minha filha – ou qualquer outro homem, mulher ou criança em nosso país com base na cor da pele – é intolerável”, diz a mãe

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Angelina Jolie e filha Zahara em 2007 e 2019 respectivamente (Foto: Reprodução/Instagram)

Angelina explicou que orienta os filhos a: “Ouvir aqueles que estão sendo oprimidos e nunca assumirem que sabem.” Para a atriz é hora de uma reestruturação da sociedade: “Parece que o mundo está acordando e as pessoas estão forçando um acerto de contas mais profundo em suas sociedades. É hora de fazer mudanças em nossas leis e instituições – ouvindo aqueles que foram mais afetados e cujas vozes foram excluídas”, completou.

No Brasil, a taxa anual de homicídios entre homens pretos ou pardos entre 15 e 29 anos é de 185 para cada 100 mil habitantes, segundo o IBGE. Entre brancos, do mesmo sexo e faixa etária, a média é de 63,5 por 100 mil.

A mulher também lembrou de outra situação grave: “O outro horror é a violência doméstica. A realidade antes do confinamento era que o lugar mais perigoso para uma mulher estar era em sua casa. Durante o confinamento, o abuso e o nível de violência aumentaram. Acima de tudo, minha preocupação é com as crianças. O número de crianças que conhecemos sendo abusadas neste exato momento me mantém acordada à noite. Há uma crise de saúde global para crianças por abuso, negligência e os efeitos desse trauma”.